José A. Silva
Belo Horizonte
“Causou tristeza geral a notícia do fechamento da ala de atendimento pediátrico do Hospital São Lucas. Todos sabemos do ingente esforço dos administradores em gerir hospital sem recursos, sem ajuda, sem amparo. O resultado não poderia ter sido outro, infelizmente.
Ao mesmo tempo em que li a notícia, lembrei-me do Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos, o conhecido fundo partidário. Para essas eleições, esse tal fundo partidário recebeu nada mais, nada menos do que R$ 5 bilhões (R$ 5 bilhões!!!!). Sabemos também que o Brasil é o paraíso dos partidos políticos. Temos 32. Se fizermos uma divisão linear, só para argumentar, desses R$ 5 bilhões pelos 32 partidos, caberia, a cada um R$ 156.250.000 para sustentar políticos completamente desconhecidos da maioria do público. E mais: sem a menor chance de se elegerem para o mais modesto dos postos. Não se compreende a existência desse elevadíssimo número de partidos políticos. Poderiamos ter, no máximo, uns cinco partidos, sem prejuízo da democracia, que deve sempre prevalecer. Se essa ideia, sob a graça de Deus, um dia vingasse, esses R$ 5 bilhões poderiam ser reduzidos a R$ 1 bilhão, quantia ainda invejável. E os R$ 4 bilhões seriam distribuídos para os hospitais filantrópicos e nossas crianças teriam o amparo do qual jamais poderão ser afastadas.”
Ao mesmo tempo em que li a notícia, lembrei-me do Fundo Especial de Assistência Financeira aos Partidos, o conhecido fundo partidário. Para essas eleições, esse tal fundo partidário recebeu nada mais, nada menos do que R$ 5 bilhões (R$ 5 bilhões!!!!). Sabemos também que o Brasil é o paraíso dos partidos políticos. Temos 32. Se fizermos uma divisão linear, só para argumentar, desses R$ 5 bilhões pelos 32 partidos, caberia, a cada um R$ 156.250.000 para sustentar políticos completamente desconhecidos da maioria do público. E mais: sem a menor chance de se elegerem para o mais modesto dos postos. Não se compreende a existência desse elevadíssimo número de partidos políticos. Poderiamos ter, no máximo, uns cinco partidos, sem prejuízo da democracia, que deve sempre prevalecer. Se essa ideia, sob a graça de Deus, um dia vingasse, esses R$ 5 bilhões poderiam ser reduzidos a R$ 1 bilhão, quantia ainda invejável. E os R$ 4 bilhões seriam distribuídos para os hospitais filantrópicos e nossas crianças teriam o amparo do qual jamais poderão ser afastadas.”
