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Estado de Minas governo Bolsonaro

A única preocupação atual é a reeleição


25/10/2021 04:00

Elias Menezes
Belo Horizonte

“O (des)governo de Jair Bolsonaro prova, novamente, espetacular inépcia mesmo na consecução de seus sórdidos propósitos. Que o desemprego, a perda de renda das famílias e mesmo a fome (!) são problemas de primeira ordem a serem enfrentados no Brasil todos nós, certamente, sabemos. Grosso modo, é este o ponto inicial para elaboração de políticas públicas mitigadoras das desigualdades e dos demais problemas sociais: diagnóstico evidenciando as causas do problema, desenho de ações que combatam essas referidas causas – focalizando em determinado público-alvo – e, em última medida, componham um programa social robusto com objetivos, metas e prazos estabelecidos e passíveis de apuração. Desta métrica ainda advém uma etapa de retroalimentação e aperfeiçoamento das ações. Contudo, nem o método científico e técnico de ação pública, tampouco a preocupação com a atual realidade desesperadora dos brasileiros, fazem parte do dificultoso e desconexo processo de pensamento do presidente da República. Sua preocupação é tão somente a reeleição. É tão somente defender e blindar a si e aos seus dos entraves com a Justiça. Em função dessas preocupações é que se decidiu aumentar o Auxílio Brasil para o valor de R$ 400. Divulga-se que dos 200 reais adicionais metade seria incluso no Orçamento, por meio da negociata dos precatórios, e a outra metade assumidamente furaria o teto. Alerto que o adicional representa em sua integralidade o descumprimento da regra fiscal âncora da estabilidade econômica brasileira. Afinal, o que a trapalhada dos precatórios é senão apenas contabilidade criativa? Evidente que nosso país possui inestimável inteligência e perspicácia para compreender a farsa, de tal sorte que mercado, intelectuais, imprensa e sociedade civil logo reagiram, levando o governo a recuar rapidamente. Mesmo para a consecução dos seus sórdidos objetivos, Bolsonaro, bem como o bolsonarismo, mostram total incapacidade – o que de fato é bom para o país. Afinal, o interesse público e o sectarismo dessa milícia que por ora governa o Brasil são inconciliáveis.”

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