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Estado de Minas FANATISMO

Crueldade de quem condena a vítima


21/08/2020 04:00

Eduardo Martins Cardoso
Belo Horizonte

"O caso da menina de 10 anos que foi sexualmente abusada pelo tio e engravidou expôs uma parcela cruel da sociedade que, cada vez mais, tem se sentido livre pra se mostrar no Brasil. Um grupo de cristãos foi para a porta do hospital onde o aborto, autorizado pela Justiça, seria realizado pelo único médico que se propôs a fazê-lo e gritaram injúrias contra o médico e contra a própria menina, que além de ter sido abusada por anos e ter que passar por uma gravidez e um aborto durante a infância, está tendo que lidar com esse tipo cruel de pessoas que se acham no direito de impor suas crenças sobre os outros. Ser contra o aborto em qualquer circunstância já demonstra um grande nível de desconhecimento sobre o assunto e de fundamentalismo religioso. Mas ser contra o aborto no caso de uma criança que foi estuprada é, para além de ignorância, um caso de desumanidade. É papel do Estado garantir que essa criança, que já teve que passar por muitas dificuldades com tão pouca idade, tenha tratamento médico e psicológico gratuito e de qualidade, além do apoio necessário para que possa crescer com os menores danos possíveis após essa experiência traumática, além de punir as pessoas que estão expondo dados e expressando injúrias contra o médico e a criança."

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