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Estado de Minas REFLEXÃO

É preciso inteligência emocional na crise


postado em 03/05/2020 04:00


Pollyanna Esteves
São Paulo 

"Provavelmente, seremos pessoas diferentes após a crise. Vamos voltar às ruas e encontrar um mundo diferente. E como lidar com esse ‘novo’ mundo? Voltar ao trabalho será como o primeiro dia. A empresa, com certeza, estará diferente; as pessoas antes tão conhecidas, talvez até previsíveis, também estarão diferentes; e como vamos lidar com isso? Será que é para esse mesmo trabalho que quero voltar? Se tenho um negócio próprio, meus clientes estarão diferentes. As prioridades mudaram, a visão de mundo mudou. Quem somos agora? O voltar à vida normal vai ser como o primeiro dia de aula: um lugar desconhecido, com pessoas desconhecidas, um ambiente talvez até ameaçador. Mas podemos ter medo e ficar afastados, tentando até nem ser notados, ou podemos descobrir coisas novas, fazer novas amizades, aprender. Começar do zero. De que lado você vai ficar? Tudo na vida sempre tem dois lados: sempre tem o que ganha dinheiro e o que perde; quem é feliz e quem é triste; quem é contratado e quem é demitido. De que lado você vai ficar? Isso depende, única e exclusivamente, da sua saúde emocional, de como você lida e o que faz com os reveses da vida. E é aí onde a oportunidade é igual para todos, porque o menino da favela tem a mesma condição que o formado em Harvard na hora de dominar seus pensamentos, usar a resiliência e o  otimismo para sair dessa muito melhor do que quando entrou. Quem quer melhorar a própria vida, a economia, o país e qualquer coisa ao redor precisa dominar a própria mente e desenvolver a inteligência emocional necessária para enfrentar momentos como esse. Quem desenvolver o autoconhecimento durante esse período sairá vitorioso dessa fase."
 
 

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