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Empresa, princípio da comunidade humana


postado em 21/03/2020 04:00



 
João Baptista Herkenhoff
Vitória – ES         
 
"Comunidade é o agrupamento que se caracteriza por uma forte coesão, baseada no consenso espontâneo dos indivíduos. A empresa é uma comunidade humana, vale dizer, a empresa é uma instituição em que as pessoas devem dar-se as mãos. Por dois caminhos poderemos transformar as empresas em comunidades humanas: pelas reformas estruturais e pelas relações humanas no trabalho. Da reforma estrutural da empresa, disse João XXIII: "Deve-se tender para que a empresa se torne uma comunidade de pessoas, nas relações, nas funções e na situação de todo o seu pessoal." O comunitarismo cristão fundamenta-se numa concepção solidária do mundo, na ideia básica de que os homens não foram postos na Terra para se devorar uns aos outros, como lobos vorazes, mas para, mutuamente, se ajudarem. No setor da empresa, a doutrina comunitarista  pretende fazer de cada unidade industrial, comercial ou agrícola aquela comunidade de pessoas ‘nas relações, nas funções e na situação de todo o pessoal’, como disse João XXIII. O advento do solidarismo implicará integração dos trabalhadores à empresa, pela participação na propriedade, na gestão e nos lucros dos estabelecimentos, ao lado das reformas de estrutura. Um caminho bem menos cheio de dificuldades práticas pode também fazer com que a  empresa se aproxime do ideal de se construir numa "comunidade humana". 
Refiro-me às relações humanas no trabalho, programa de ação que consiste em impregnar de fraternidade o ambiente dos bancos, das fábricas, do comércio. As relações humanas não têm origem e finalidade  utilitárias, mas se baseiam na dignidade da pessoa humana; as relações humanas devem tender para uma etapa associativa, através do respeito e do diálogo, dando responsabilidade ao operário, na marcha da empresa, e tratando-o  como ser humano, e não como coisa. Certamente, a reforma de estrutura das empresas e um programa de relações humanas competem aos líderes da  indústria e do comércio. Mas não apenas os que comandam têm sua parcela na consecução dos objetivos apontados. Todos devemos atuar no mundo em que vivemos."


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