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Estado de Minas DEFICIÊNCIA

Educação inclusiva: um descaso à parte


postado em 16/02/2020 04:00

Wanderson R. Monteiro
São Sebastião do Anta – MG

“A educação sempre aparece entre os primeiros lugares nas preocupações de todos os governos e da maioria da população. Todos sabem a importância que a educação tem, e como ela é negligenciada. Se, no contexto geral, pode-se notar tal negligência, imaginem, então, o tamanho do descaso para com a educação especial e a educação inclusiva! No último censo demográfico feito pelo IBGE, em 2010, 45,6 milhões de pessoas declararam ter pelo menos um tipo de deficiência, seja visual, auditiva, motora ou mental/intelectual. Apesar de representar 23,9% da população brasileira em 2010, essas pessoas não vivem em uma sociedade adaptada, o que, consequentemente, se reflete na educação. A proposta da educação inclusiva sugere a integração das pessoas com necessidades educacionais especiais (NEE) na rede regular de ensino. A Constituição Federal de 1988, em seu artigo 208, estabelece a integração escolar enquanto preceito constitucional, preconizando o atendimento aos indivíduos que apresentam deficiência. Em dezembro de 1996, foi publicada a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Lei 9.394/96), trazendo pontos importantes, como a ideia de melhoria da qualidade dos serviços educacionais para os alunos e a necessidade de o professor estar preparado e com recursos adequados de forma a compreender e atender à diversidade dos alunos. O capítulo 5 dessa lei, no artigo 58, diz que, quando necessário, deve haver serviços de apoio especializado. É importante distinguir educação inclusiva e educação integrada, pois muitos confundem as duas. A educação integrada aceita os alunos com deficiência, faz algumas alterações na arquitetura escolar e na atenção a esses alunos, mas não modifica seus métodos de ensino, fazendo com que seja necessário que os alunos com NEE se adaptem às formas de ensino propostas. Na educação inclusiva, propõem-se novas modalidades de ensino, com o desenvolvimento de currículos diferenciados e avaliações distintas, tornando a escola mais apta a atender todos os alunos. Muitos agentes educacionais, por não conhecer a proposta de educação inclusiva, ou, por comodismo ou negligência, acabam impedindo uma educação inclusiva eficaz, negando ao aluno o acesso à educação, que lhe é garantido por lei. O que nós – como sociedade, como cidadãos, como pais, como agentes educacionais etc.–, que sempre reclamamos da educação, temos feito em relação à educação inclusiva? Será necessário muito interesse, empenho e conhecimento para poder romper com a barreira da negligência, do descaso, do preconceito e da exclusão.”

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