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Estado de Minas ESTRADAS

Infraestrutura tem um longo caminho


postado em 05/01/2020 04:00

Rubens Lessa
Belo Horizonte

“As férias de janeiro chegaram e, com elas, aumenta o número de carros nas vias e, também, a preocupação com a segurança nas estradas. O Brasil agoniza nas vias que cortam o país de norte a sul. O sistema rodoviário tem sofrido não somente com a crise econômica, mas também com a precariedade das rodovias. Os números são alarmantes. Segundo dados da Confederação Nacional dos Transportes (CNT), o país registrou, somente no ano passado, mais de 69 mil acidentes, desses 5,2 mil resultaram em mortes. Nos últimos 12 anos analisados pela CNT, foram mais de 1,7 milhão de acidentes nas rodovias federais, sendo 751,7 mil com vítimas e 88,7 mil mortes. Apesar da importância do investimento na infraestrutura das estradas, pouco valor se tem dado a elas. Minas Gerais, com uma das maiores malhas viárias federais do país, ocupa a triste primeira colocação no ranking dos acidentes com vítimas em rodovias. O estado é o campeão em acidentes nas estradas, com 7.214 ocorrências de acidentes em 2018. Quando o assunto é acidentes com mortes, o estado mineiro também lidera o ranking, com 693 mortes. Para agravar o cenário, a 23ª edição da Pesquisa CNT de Rodovias, divulgada em outubro pela CNT e pelo Sest/Senat, revelou que piorou ainda mais a qualidade das rodovias no país. O estudo constatou piora nas condições das características observadas. O estado geral apresenta problemas em 59% da extensão dos trechos avaliados. Em 2018, o percentual foi de 57%. Também está pior a situação do pavimento (52,4% com problemas), da sinalização (48,1%) e da geometria da via (76,3%). A péssima qualidade das rodovias brasileiras tira vidas, deixa sequelas, aumenta os gastos no setor público e ainda impacta o meio ambiente com mais emissão de poluentes. O estudo da CNT também revela que neste ano deve haver um adicional de 2,46 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO²) emitidas no Brasil. Com tantas evidências, é urgente aumentar os investimentos do governo federal na infraestrutura de estradas, manutenção e conscientização da população. Além disso, é necessário melhorar e manter a fiscalização da aplicação do orçamento disponível. Reduzir o risco de acidentes nas estradas depende de um grande esforço conjunto entre sociedade, governos e órgãos públicos. Para sair desse triste ranking, ainda há um longo caminho, que passa, essencialmente, por investimento, educação e conscientização.”

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