Continue lendo os seus conteúdos favoritos.

Assine o Estado de Minas.

price

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Utilizamos tecnologia e segurança do Google para fazer a assinatura.

Assine agora o Estado de Minas por R$ 9,90/mês. Experimente 15 dias grátis >>

Publicidade

Estado de Minas

O bumerangue na sua empresa

Cada ação pode levar determinado tempo e, muito provavelmente, não terá um retorno imediato


postado em 09/10/2019 04:00

Michel Ank
CEO e fundador do Bume, plataforma de gestão,  marketing e vendas no Instagram


Usar um ditado popular pode não ser melhor maneira de sustentar uma argumentação, mas asseguro que o emprego do dito é justificado. A expressão em questão afirma que "tudo o que você faz, um dia volta pra você". Falada abertamente pelos mais velhos e até mesmo na letra do Legião Urbana, a frase tem aplicação diversa e pode ser adaptada para o mundo do empreendedorismo.

Seja você autônomo, colaborador ou líder de uma empresa, considero crucial o desenvolvimento do "conceito bumerangue". A ideia pode ser resgatada nas palavras de Jeffrey Keller, que diz: "Você pode dar-se conta ou não, mas você está arremessando um bumerangue hoje. Na vida, você joga bumerangues diariamente. Esses bumerangues têm a forma das ações e dos comportamentos que você atira ao mundo, e que vão voltar para você mais tarde, muitas vezes com seus efeitos multiplicados".

Apesar de a ideia de que tudo de bom que é entregue trará um retorno positivo ser óbvia, ela acaba se perdendo nas práticas do cotidiano. Quando o conceito é aplicado, é possível evitar problemas futuros e até mesmo saber lidar com os reveses que surgem. Sendo assim, caso a empresa esteja passando por uma situação complicada, o "efeito bumerangue" pode ser útil para encontrar a raiz daquele obstáculo. Apesar de toda a estratégia e organização, é comum que os negócios não percebam que determinado contratempo é resultado de um bumerangue lançado.

Com esse pensamento, empresas, gestores e colaboradores se responsabilizam pelos seus atos e enxergam o seu papel na situação. Assim, quando surge um porém, a "culpa" não será lançada de um lado para o outro ou atirada para algo abstrato como destino ou intervenção divina. Ressalto, porém, que tal reflexão não deve se tornar um linchamento corporativo. Não se trata de uma enunciação de culpa e, sim, de responsabilização de todos os componentes da estratégia.

Outro ponto que ressalto é relativo ao tempo que leva para que o bumerangue comece a "voltar para a empresa", digamos assim. Resultados imediatos e relevantes são apreciados, mas, no conceito apresentado, é necessário pensar a longo prazo. Por exemplo, se um negócio almeja se tornar o maior do seu ramo, a instituição lançará bumerangues estratégicos para alcançar essa meta. Cada ação pode levar determinado tempo e, muito provavelmente, não terá um retorno imediato.

Sendo assim, é possível concluir que o efeito pode ser um complemento benéfico para a empresa como um todo. Pode-se aplicá-lo na essência da cultura organizacional, nas estratégias que serão empregadas e na solução de adversidades que surgem. É inusitado pensar que uma frase tão conhecida poderia se tornar um diferencial estratégico. Por fim, gostaria de terminar o texto com uma pergunta enigmática e quase motivacional: quais bumerangues você está lançando?. 


Publicidade