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Estado de Minas LAVA-JATO

Arquidiocese responde artigo de engenheiro


postado em 16/09/2019 04:00 / atualizado em 15/09/2019 20:49

Assessoria de Comunicação da Arquidiocese de Belo Horizonte

"O artigo assinado pelo engenheiro Antônio Polankzyk, "Carta a um procurador da Lava-Jato", faz injusta crítica direcionada à Igreja Católica, dando a entender que há uma interferência de seus representantes nas instâncias do poder público para mudar decisões que decorrem da Operação Lava-Jato.

Importante dizer que, em uma sociedade polarizada, com as instituições democráticas tendo que lidar com a desconfiança de parte da população, decisões do poder público, de diferentes naturezas, tornam-se objeto de debates e discussões. Mas é necessário ressaltar: ninguém falou em nome da Igreja Católica para solicitar qualquer mudança em parecer técnico da justiça referente à Operação Lava-Jato.

Ainda: a Igreja Católica é incansável no combate à corrupção, foi protagonista na mobilização popular que deu origem à Lei da Ficha Limpa. Além disso, o atual presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo, em centenas de artigos, publicados semanalmente em diferentes meios de comunicação, sempre denuncia os malefícios da corrupção política para a sociedade brasileira. Vale também recordar o que diz o papa Francisco, voz da Igreja no mundo atual: a corrupção é ainda mais grave que o pecado.

"A corrupção é quando o pecado entra lamentavelmente na consciência e não deixa espaço nem sequer para o ar, e tudo se torna pecado. Isso é corrupção".

Espera-se respeito pela Igreja, por questão de justiça, nobreza em lugar de  interpretações que estremecem relacionamentos, sensatez em lugar de precipitações. A Igreja Católica, internamente e na sua consideração à sociedade, pauta-se pelo perdão ao pecador, tratamento terapêutico ao doente e pena ao criminoso, lamentando o quanto a corrupção ainda mina a sociedade, que deve ser solidária e justa. Recomenda-se o respeito e a retratação por injustiças cometidas."


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