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Estado de Minas AMAZÔNIA

O país deve cuidar de seu patrimônio


postado em 14/09/2019 04:00



Eliana França Leme
Campinas  – SP

"O problema não é o presidente da França e sua vida matrimonial, mas a 
postura indiferente que o presidente do Brasil tem demonstrado em relação à preservação da Amazônia, com sua visão equivocada e curta sobre o aproveitamento econômico da preciosa floresta. Vale lembrar que desdenhou, desde o começo, dos dados que lhe foram apresentados pelo ex-diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), demitido por ter-lhe trazido a verdade dos fatos. Daí por diante, foi uma sucessão de declarações cuja retórica soou como um incentivo às queimadas ilegais que, injustamente, logo foram atribuídas às ONGs. Por fim, quando a situação chegou a um ponto alarmante, precisou que gente de fora acusasse o Brasil de estar queimando a olhos vistos um patrimônio mundial. Sim, mundial, pois o que ocorre na Amazônia afeta o clima do mundo. Temos de aprender que somos parte de um todo e precisamos nos dar conta de que é de nossa responsabilidade zelar pela saúde desse organismo vivo que é nossa casa, nosso planeta. Vale lembrar, também, que a diferença entre o incêndio de um patrimônio mundial que doeu em todos nós, o incêndio da Catedral de Notre Dame, e as queimadas que devoram nossa flora e nossa fauna são ocorrências totalmente diferentes, porém, cuja comparação está servindo para minimizar perante a opinião os estragos da devastação criminosa da 
floresta amazônica. Talvez, desse trágico caos, quem sabe, resulte um novo olhar para as nossas riquezas naturais e nos faça ver que ela pode nos render, economicamente, muito mais se forem preservadas com todo o desvelo, do que transformadas em ouro, gado ou soja, pois um selo de qualidade ambiental, hoje, vale mais do que qualquer coisa obtida por 
extrativismo. Portanto, nossa floresta imensa nunca será ambicionada por 
ninguém, nem sequer por estrangeiros, como temem alguns, se ela for encarada por nós como um presente dos céus, um privilégio a ser cultuado e cuidado como originalmente foi pelos silvícolas. Temos de voltar ao passado para chegar ao futuro com dignidade, respeito e admiração do resto do mundo por estarmos contribuindo, enormemente, com a preservação, sobretudo de nossa própria espécie."


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