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Estado de Minas artigo

A volta segura aos escritórios depende da vacina


28/01/2022 04:00


Everton Cruz
CEO da Mooh!Tech

No momento em que a vacinação contra a COVID-19 avança no Brasil e no mundo, o trabalho presencial começa a entrar na programação das empresas. Muitas companhias falam em modelo híbrido, estruturam escalas e readequam os escritórios para receber seus colaboradores. Entretanto, uma coisa é certa: precisamos falar sobre a vacina no ambiente de trabalho. Para garantir o retorno seguro às atividades presenciais, ainda sob incertezas sobre novas variantes do coronavírus, a imunização torna-se indispensável. Não é à toa que os efeitos positivos da vacinação já são sentidos no sistema de saúde.

Segundo a plataforma Our World in Data, que compila dados mundiais da pandemia, 78% da população nacional recebeu a primeira dose, 67,9% está totalmente vacinada e 14,4% recebeu a dose de reforço. É importante destacar que, além de medidas como distanciamento social, uso de máscaras e higiene das mãos, o aumento da vacinação da população proporcionou a queda expressiva no número de óbitos e internações em unidades de terapia intensiva (UTI). Diante das evidências epidemiológicas, é fato que quanto maior a cobertura vacinal, mais chances de controlar os efeitos graves da pandemia.

Voltando aos escritórios, muitas empresas já falam em requerer a obrigatoriedade da vacina entre funcionários. O tema chegou a ser debatido pelo Ministério do Trabalho, que proibiu que o certificado da vacina fosse exigido dos colaboradores. Entretanto, em São Paulo, os servidores públicos terão que comprovar a vacinação contra a COVID-19, segundo decreto estadual. Ao mesmo passo, a maioria das pessoas está se vacinando proativamente e 90% querem que os empregadores exijam o comprovante de imunização de seus colegas, apontou uma pesquisa do LinkedIn.

Nesse sentido, é importante a reflexão sobre a adoção do passaporte da vacina nos diversos ambientes de trabalho, para o estímulo à imunização, pois os benefícios da proteção coletiva atingem não somente os trabalhadores, como também suas famílias, colegas, vizinhos e toda a comunidade. É válido dizer que, mesmo para empresas com poucos funcionários ou profissionais que   atuam na modalidade híbrida, ou seja, alternando trabalho remoto e presencial, a vacina continua sendo essencial. Isso porque em algum momento esses trabalhadores estarão em contato com o macro, seja no transporte público, eventos ou reuniões presenciais, por exemplo.

Diante disso, é fundamental que empregadores e trabalhadores avancem conjuntamente com o objetivo de prevenir e controlar a infecção por coronavírus. Empresas devem contribuir com regras e protocolos para garantir condições de trabalho seguras e saudáveis aos colaboradores, como o controle profilático na entrada dos locais de trabalho, monitoramento de dados vacinais e testes, além de fornecer equipamentos de proteção individual (EPI) e criar campanhas e canais internos de comunicação para enfatizar os benefícios da vacinação.

Sobretudo com a alta de casos da variante Ômicron, que já representa 92,6% dos casos de COVID-19 no país, fomos colocados novamente em estado de alerta. Este é o momento de incluir estratégias de saúde e bem-estar no planejamento de negócios e investir em novas soluções do mercado para garantir a segurança sanitária no ambiente de trabalho. Certamente, conversas sobre imunização, campanhas de informação e acompanhamento das empresas serão essenciais no retorno aos escritórios. Vale dizer que a prevenção vai além de algo individual e que só em conjunto conseguiremos sair dessa mais fortes.


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