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Estado de Minas Editorial

Segurança às crianças


16/01/2022 04:00

Finalmente, começou a vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra a COVID-19. Trata-se de um alívio não só para os pais, uma vez que seus filhos estarão protegidos dessa doença traiçoeira, mas, também, para o sistema de saúde. Crianças, ainda que os estudos mostrem que elas são mais resistentes ao coronavírus, são importantes vetores do patógeno. Imunizá-las significa garantir que todos com os quais elas se relacionam fiquem em segurança. Diante de tantos benefícios da vacinação, é inaceitável que um debate fora de propósito, regado a notícias falsas, e uma audiência pública inexplicável tenham atrasado esse processo. A história mostra o quanto o programa de imunização foi importante para erradicar doenças que encurtavam a vida de crianças. Desde que o Brasil decidiu proteger esse público, a mortalidade infantil despencou. O sucesso nessa empreitada foi tanto que o país se tornou referência mundial no tema.

É fundamental que, para evitar retrocessos, o governo exija o comprovante vacinal das crianças de forma que possam frequentar a escola tranquilamente. Essa exigência sempre prevaleceu em relação a outras doenças e não pode ser diferente no caso da COVID. Mesmo com meninos e meninas protegidos, o vírus continua circulando livremente. Os colégios não podem se transformar em focos de transmissão. Muito pelo contrário, devem ser ambientes seguros para alunos, pais e professores.

Quem acompanha os números diários da pandemia sabe que a guerra contra o coronavírus ainda está longe de acabar. Levantamentos realizados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) apontam que os riscos de hospitais públicos e privados entrarem em colapso são enormes ante a impressionante velocidade com que a variante Ômicron se propaga. Em várias capitais, o índice de ocupação das unidades de tratamento intensivo (UTIs) está acima de 80%.

A situação se agrava, como ressalta o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, porque nove em cada 10 pessoas internadas – e que estão morrendo – não se vacinaram. Muitas delas são crianças. Portanto, quanto mais rápido o país for no processo de imunização, menos dramático será o resultado dessa nova onda da COVID e menos famílias serão destruídas. O presidente Jair Bolsonaro diz que nenhuma criança morreu em decorrência do coronavírus — o que é uma falácia —, mas os registros nos cartórios apontam que mais de 300 meninos e meninas perderam a vida para a doença nos últimos dois anos, deixando pais devastados.

O Brasil, por sinal, já gastou tempo demais com a guerra de versões em torno das vacinas e muitas pessoas poderiam ter sido salvas. Nesse caso, só há uma verdade absoluta: os imunizantes, aprovados com todo o rigor, salvam vidas. Chega de se questionar a segurança dos fármacos. Aqueles que insistem nesse erro estão condenando muita gente à morte. Nos países civilizados, a proteção às crianças começou bem antes, e os resultados são alvissareiros. Mais: o Estatuto da Criança e do Adolescente define que a vacinação é um direito da meninada e um dever do Estado. Pais ou responsáveis devem fazer o que recomendam as autoridades sanitárias. Aqueles que não seguirem as regras podem responder a processos. Sendo assim, que todas as crianças se vacinem, voltem às aulas e recuperem o tempo tão precioso que foi perdido no período mais dramático da pandemia. O momento é de esperança.


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