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Estado de Minas

Como identificar sinais de estresse

A saúde mental é tão importante quanto a física


19/10/2021 04:00

Poliana Diniz
Farmacêutica da Drogarias Pacheco
 
Cansaço, dores de cabeça, insônia, falta ou excesso de apetite, irritabilidade e perda ou ganho de peso são alguns sinais do estresse. De acordo com pesquisa da International Stress Management Association (Isma), publicada em 2019, 72% da população brasileira economicamente ativa sofre desse transtorno.
 
O estresse é uma reação natural do organismo quando o indivíduo vivencia situações de perigo ou ameaça, colocando-o em estado de alerta. A evolução dos sintomas é dividida em três fases: alerta, resistência e exaustão.  
 
A primeira fase é um período mais rápido. Os sinais podem aparecer logo após o estímulo de fatores estressores. Geralmente, os principais indícios são boca seca, dores de estômago, tensão muscular, aumento dos batimentos cardíacos e agitação.
 
Na sequência, ocorre a fase de resistência, quando o organismo tenta se manter em equilíbrio. Nesse estágio, os sintomas são mal-estar generalizado, desgaste físico, alterações de apetite, emoções afloradas e irritabilidade.
 
E na exaustão as manifestações são mais intensas, comprometendo a parte física, causando insônia, hipertensão arterial, tonturas frequentes e alterações de humor e batimentos cardíacos.
Pesquisa realizada pelo Instituto de Psicologia da Universidade do Rio de Janeiro (UFRJ), em 2020, apontou que os casos de ansiedade e estresse nos brasileiros aumentaram 80% durante a pandemia da COVID-19, devido ao isolamento social, a preocupação com a saúde e o trabalho. Também cresceram significativamente os distúrbios do sono. Dados do Ministério da Saúde relatam que 41,7% dos entrevistados apresentaram dificuldade para pegar no sono ou dormir mais. As preocupações giram em torno das alterações de rotina, das incertezas e do medo com o novo cenário.
 
Em busca de uma solução para minimizar os problemas causadores de estresse, muitas pessoas buscam orientação de profissionais de saúde, como médicos, enfermeiros e farmacêuticos. O profissional de farmácia, por exemplo, está apto a entender as necessidades do paciente, orientar e sugerir o melhor medicamento para problemas de menor complexidade, ou seja, que não necessitem de prescrição médica.
 
Se identificar algo mais sério, o farmacêutico orienta a pessoa a buscar assistência médica para a realização de exames e indicação do melhor tratamento, pois se o estresse não for identificado e tratado corretamente, pode se tornar crônico, levando ao desenvolvimento de outras doenças, como ansiedade e depressão.
 
Uma dica para combater os sinais de estresse é criar hábitos benéficos para a saúde. Alimentar-se de forma saudável, praticar atividades físicas, evitar situações conflitantes e dormir bem são algumas orientações para evitar o transtorno. E, mesmo assim, caso os sinais continuem, evitar recorrer à automedicação, pois essa ação pode causar intoxicação no organismo ou agravar um quadro clínico.
 
A saúde mental é tão importante quanto a física. Os fatores desencadeadores de estresse devem ser investigados por uma equipe de profissionais de saúde para auxiliar no melhor tratamento. A recomendação é única: cuide-se. E, se precisar, sempre procure um profissional de saúde para orientações. 
 
 


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