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Resiliência à indústria


03/05/2021 04:00

Claudete Borges Ferreira
Gerente de produtos da Atech

Um ano após o início da pandemia, a indústria passou por uma interrupção e transformação significativas. Para um setor que trabalha principalmente em espaços físicos, o fluxo de trabalho e as mudanças de produção foram abruptas e altamente impactantes. Apoiar-se na tecnologia, adaptar-se rapidamente às novas demandas e restrições da cadeia de suprimentos e adotar processos de segurança sem contato – tudo isso enquanto mantém a produtividade – foram enormes desafios a serem superados.

Mas depois de um ano inteiro respondendo e se adaptando a essa crise, o setor industrial aprendeu, e muito. O trabalho remoto generalizado nunca foi uma consideração séria, mas com essa mudança vieram alguns insights surpreendentes e bem-vindos. As etapas para reduzir o contato e prevenir os riscos da COVID-19 também melhoraram a eficiência geral e a segurança da força de trabalho. O fechamento de fronteiras desencadeou uma nova exploração em inovações da cadeia de abastecimento global. Essas descobertas levaram muitos a reavaliar como novos processos, maneiras de trabalhar e adaptabilidade podem determinar a direção que a indústria está tomando.

Poucos setores estavam totalmente preparados para o que estavam prestes a enfrentar em março passado. Mas quando a pandemia atingiu, a indústria se adaptou rapidamente. No Brasil, inclusive, a digitalização se acelerou, com o aumento de plantas mais conectadas – e já entrando em uma era Logística 4.0.

Além disso, muitas empresas tiveram que rapidamente mudar a sua linha de produção – ora pela necessidade do mercado (da crise da falta de álcool de março passado a prateleiras repletas do produto, com embalagens e opções bem variadas, por exemplo), ora para adaptar a planta e simplesmente sobreviver.

Os recursos de engenharia necessários para traçar uma linha de produção e fabricar algo novo mostraram a resiliência que pode ser alcançada modificando o equipamento existente e os fluxos de materiais. Por meio da criação de novos produtos surgiram novas parcerias que de outra forma nunca teriam existido. As exigências trouxeram novas capacidades às indústrias para entregarem produtos e serviços de maior valor agregado.

Uma outra mudança significativa foi em relação à cadeia de suprimentos. A pandemia interrompeu as operações em todo o mundo, e a capacidade de enviar produtos e equipamentos através das fronteiras ficou restrita – as cadeias de suprimento em todo o mundo ainda passam pela crise causada pela pandemia, e agravada por outros fatores, como o recente bloqueio do canal de Suez e a falta de contêineres.

Essas interrupções no fornecimento e distribuição foram vistas em quase todos os segmentos da indústria, e agora as organizações estão examinando suas cadeias de fornecimento em busca de vulnerabilidades. Para se preparar para o futuro contra a próxima crise, muitos na indústria estão repensando suas estratégias de sourcing, com uma visão mais holística da cadeia de suprimentos.

Outro aspecto que antes da pandemia era impensável para qualquer indústria é o home-office. A pandemia forçou a adoção temporária de operações de trabalho em casa e, embora muitos antecipassem algumas dificuldades e estivessem ansiosos por um retorno ao normal, o resultado foi melhor do que o esperado. Em um setor que não foi um dos primeiros ou grandes adeptos do trabalho em casa, a produtividade e a colaboração não foram afetadas e, em muitos casos, mostraram-se mais benéficas. Com sua capacidade comprovada de aumentar a flexibilidade, reduzir custos e melhorar a eficiência, a indústria continuará a avaliar quais funções podem permanecer em uma capacidade remota permanente pós-pandemia.

Um ano depois, muitas coisas permanecem as mesmas. Ainda estamos lutando contra uma pandemia, que atingiu milhares de pessoas – tanto do ponto de vista de saúde, quanto social e econômico. Mas, certamente, a indústria aprendeu a ser mais resiliente e, o mais importante: mais segura.


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