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Estado de Minas editorial

Fique em casa no feriado

É fundamental que a população tenha consciência dos riscos que o descumprimento das regras de distanciamento social impõem


02/04/2021 04:00

No momento em que a pandemia de COVID-19 recrudesce com força total no Brasil, que já conta mais de 320 mil mortos e mais de 12,7 milhões de infectados, o feriado da semana santa que começa hoje é motivo de preocupação em todo o país. Com o colapso na rede de saúde pública e privada – com a falta de leitos nas UTIs e sem medicamentos para intubação –, o temor é de que as pessoas aproveitem o recesso para viajar para praias, sítios, cachoeiras ou promovam aglomerações em festas e almoços de famílias e grupos de amigos.
São Paulo, capital, e o estado do Rio de Janeiro decretaram desde o último dia 26 um superferiado que vai até o domingo de Páscoa, e já foram flagrados aglomerações e desrespeito às regras de distanciamento. Em Minas, a Assembleia Legislativa e o governo do estado recuaram da implementação de um feriado prolongado que iria até quarta-feira, dia 7, na tentativa de conter o avanço do novo coronavírus.
 
O alerta de especialistas da área de saúde é que a folga prolongada poderia aumentar a disseminação da COVID-19, fato que ocorreu nas festas de fim de ano e no carnaval, explicando a explosão de novos casos de contaminação e mortes pelo vírus, especialmente entre jovens. Professor de medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), o infectologista Unaí Tupinambás defende que a saída é o lockdown e justifica que, ao antecipar um feriado, a ideia que se passa para as pessoas é a de aproveitar o feriado e viajar para a praia, hotel-fazenda, cachoeiras ou visitar parentes no interior.
 
Na última terça-feira, inclusive, o Conselho Municipal de Saúde de Belo Horizonte divulgou uma carta aberta ao prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, pedindo a instauração de um lockdown na cidade com regras mais duras, incluindo a paralisação total do transporte coletivo, ampliação do toque de recolher e fechamento das indústrias para evitar uma tragédia com proporções ainda maiores.
 
Diante deste cenário de crescimento da pandemia, o momento não é para viajar e aproveitar o feriado. Muito menos de se reunir com familiares que não moram na mesma casa para o tradicional almoço de Páscoa ou grupos de amigos em sítios para um churrasco. É fundamental que a população tenha consciência dos riscos que o descumprimento das regras de distanciamento social impõe.
 
A vacinação no país ainda caminha a passos lentos e não há outra forma de impedir o avanço da pandemia de COVID-19 que não passe pelo isolamento social, uso de máscaras cobrindo o nariz e a boca e a higienização correta das mãos. Mesmo quem já foi vacinado ou teve o vírus e tem anticorpos para a doença precisa manter as regras de distanciamento neste momento, até porque a imunização não garante a transmissão nem a infecção por novas cepas.
 
Cuidar de si e dos outros. Essa responsabilidade é de cada um. Se as pessoas fizerem a sua parte, mantendo o isolamento social, é possível reverter as taxas de crescimento da COVID-19. Caso contrário, como preveem especialistas da área de saúde, vamos continuar perdendo vidas sem nem sequer poder fazer uma última despedida de um ente querido. Adiar encontros e aproveitar o feriado em casa é a única saída para diminuir os casos de contaminação e mortes pelo coronavírus. Por você e pelos outros: fique em casa.


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