Da Academia Mineira de Letras – Jornalista
Não foi meu candidato no primeiro turno. Votei no Henrique Meireles, que se revelou como ministro da Fazenda do governo Temer. Hoje, votaria nele. Jair Messias Bolsonaro pode ter defeitos, quem não tem? Mas todos, os justos, os analistas isentos, reconhecem, é honesto. Não admite a corrupção, afasta os desonestos, os que assaltam os cofres públicos, os corruptos, ativos ou passivos. Acabou com usos e abusos que vinham sendo praticados, entre eles o desvio de verbas para conquistar a simpatia dos artistas e da imprensa destituída de escrúpulos. Precisa mais?
Os energúmenos, os órfãos da quadrilha que assaltou o país por mais de uma década, continuam a denegrir a honra dos governantes honestos que assumiram a massa da empresa "Brasil quase falido". Executando programa imposto pela esquerda comunizada, ocuparam o comando de entidades antes respeitáveis, como a OAB nacional, ABI, associações de classe, de clubes esportivos, até o controle de redações de jornais. Objetivo: atacar em conjunto o presidente, seus ministros e assessores, promovendo manifestações quase sempre violentas e manifestos e denúncias falsas.
Agridem indiscriminadamente, sem critério, sem limite moral. Vale tudo para os irresponsáveis, entre eles (que vergonha!), os maus jornalistas, parte da nova geração, talvez sem perceber, talvez sem se importar com a fuga dos anunciantes e leitores sérios e responsáveis, fuga que emagrece e fecha jornais em todo o país.
Regina Duarte, ícone respeitada pelo que já fez pela cultura e pela arte cênica, convidada por Bolsonaro, assumiu a Secretaria da Cultura, ex-ministério. Mas não suportou as críticas, os ataques que recebeu dos adversários do governo. Não a deixaram em paz. Foi constrangida até em entrevista a uma emissora de televisão. Renunciou. E revelou, com a franqueza que é sua característica, o retrato do ambiente que enfrentou: "Ninguém no meio artístico e na oposição está preocupado com cultura. Eles só pensam e falam sobre ideologias". Vale lembrar que Bolsonaro cortou as verbas gordas que muitos artistas ricos recebiam dos governos petistas.
Permito-me perguntar: por que os irritadinhos com Bolsonaro, responsabilizando-o até pela pandemia em textos que ocupam espaços enormes nos jornais, não ficaram irritadinhos com os desmandos, com a roubalheira, com a corrupção, nos governos Lula/Dilma? Ficaram caladinhos, comendo quietos as gorjetas?
Já escrevi e repito: vamos parar de provocar conflitos, de jogar a culpa de todos os males que nos têm afetado sobre uma pessoa, um cidadão comprovadamente honesto. O momento, de crise política e na saúde, pede paz, harmonia, conjugação de esforços na busca de soluções. Apelo dirigido a todos os políticos, magistrados, ministros do STF. Cuidem do país e do povo tão sofrido e abandonado. Será pedir muito?
O gostar do que faz é indispensável para o bom êxito em qualquer profissão, em qualquer atividade, seja pública ou particular. Em algumas, como a de polícia, uma das mais sacrificantes para quem a exerce e das mais importantes para a comunidade, o gosto, o prazer de trabalhar, de cumprir as tarefas e missões da função, torna-se imprescindível. Se não for assim, o fracasso será inevitável.
Dois assaltos
Permito-me dar dois exemplos retirados dos jornais. Uma série de assaltos vinha ocorrendo em um condomínio em Nova Lima. Dotado de ótimo sistema de segurança próprio, com duas portarias rigorosas, a primeira suspeita recaiu sobre algum filho de morador buscando conseguir dinheiro para comprar drogas, como tem acontecido na região. O delegado de polícia do Jardim Canadá, Thiago Rocha, regional, Rodrigo Otávio Rodrigues, titular, com a ajuda dos inspetores, investigadores e escrivães da 3a Delegacia de Nova Lima, apesar da falta de informações, se dedicaram com empenho na elucidação do crime. Em poucos dias conseguiram, o ladrão, que não era morador mas assaltante fichado, foi preso, confessou e indicou para quem vendeu, também indiciado como receptador, o produto do furto, já recuperado.
Agora, o outro exemplo, este negativo. Em dezembro de 2019, há sete meses, uma casa foi arrombada e assaltada em um fim de semana, no bairro Santo Agostinho, em BH. Os ladrões levaram o que puderam. A Polícia Civil da delegacia localizada no Conjunto JK, na Praça Raul Soares, foi ao local, fez perícia e o boletim de ocorrência, o BO. E ficou por isso mesmo até hoje. Apesar de contar com a foto dos dois ladrões saindo da casa assaltada e do carro que os levou até lá, em vídeos feitos por câmeras de filmagem da casa e de dois prédios vizinhos. O que faltou neste caso, sobrou no de Nova Lima: empenho, dedicação, gosto pela profissão, pelo que faz.
Pode ter ocorrido, também, falta de pessoal ou carência de equipamentos para perícia técnica. Assunto para o governador Romeu Zema.
O risco
Se o governo se omitir diante da onda demolidora que alguns querem copiar dos agitadores londrinos, poucos monumentos, poucas estátuas restarão de pé. Monumentos que registram fatos e episódios, bons ou ruins, da história.
