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Estado de Minas EDITORIAL

Posto Ipiranga e companhia

O entulho que emperra o desenvolvimento, atrasa o país e empobrece o povo precisa ser removido com urgência


postado em 31/12/2019 04:00

Na campanha eleitoral, Jair Bolsonaro repetia seu pouco conhecimento dos mistérios da economia. O então candidato, quando questionado sobre o caminho para solucionar este ou aquele espinhoso problema relacionado ao tema, dizia em tom jocoso que contava com o Posto Ipiranga. Referia-se ao economista Paulo Guedes.
 
Jurava que lhe daria carta branca para formar a equipe e traçar a política a ser adotada a fim de pôr o país nos trilhos do desenvolvimento. Mais: frisava a importância de a trilha ser sustentável. Voos de galinha, frequentes na história dos milagres nacionais, seria coisa do passado. Chegara a vez do voo de águia.
 
Eleito, Bolsonaro cumpriu a promessa. Guedes assumiu o superministério da Economia e cercou-se de assessores que compartilham as mesmas teses. Liberais, eles falam a mesma língua. Traçaram planos e tomaram medidas que vêm restabelecendo a confiança no país.
 
O grande desafio, que assombrava o Brasil havia duas décadas, era a Previdência. Impunha-se atualizar as regras da aposentadoria à realidade do país. O brasileiro vive mais. Em contrapartida, precisa trabalhar mais. O Posto Ipiranga entregou ao Congresso um projeto bem amarrado e negociou com habilidade as adaptações que se fizeram necessárias. Etapa vencida.
 
Com um Legislativo renovado, a liderança de Rodrigo Maia exerceu papel crucial. Ele frisou com acerto que a reforma não é do governo. É do Brasil. Os parlamentares abraçaram a tese. E acenam, positivamente, para mudanças que se impõem em 2020. Entre elas, as reformas tributária e administrativa - indispensáveis para simplificar regras, racionalizar a burocracia e modernizar o Estado.
 
O país tem pressa. Os resultados positivos registrados em 2019 precisam avançar em 2020. O PIB deve encerrar o ano com crescimento de 1,16%, de acordo com o Boletim Focus. A inflação não vai ultrapassar 4%. A taxa básica de juros fecha dezembro com 4,5% ao ano. A queda se reflete em outros setores como o imobiliário e o automotivo. A Bolsa superou 117 mil pontos. As vendas de Natal surpreenderam. As privatizações e concessões prometem passos inéditos.
 
São promissoras as expectativas para 2020. Embora seja ano eleitoral, espera-se ação efetiva nos meses que antecedem o recesso branco. O entulho que emperra o desenvolvimento, atrasa o país e empobrece o povo precisa ser removido com urgência. O diagnóstico é conhecido. O remédio também.

E, como há muito não se via, Executivo e Legislativo fazem a leitura correta do tempo. É hora de agir. O verbo procrastinar, cuja conjugação faz parte da natureza nacional, deve ser apagado do dicionário. Flexioná-lo condena o país a irreversível retrocesso. 


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