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Estado de Minas

A indústria que confia no Brasil

Na América Latina, as farmacêuticas nacionais associadas ao GFB estão presentes em nove países


postado em 13/11/2019 04:00

Reginaldo Arcuri
Presidente-executivo do Grupo FarmaBrasil
 
 investimento de R$ 660 milhões que vem sendo realizado pela farmacêutica Aché em Pernambuco, na construção de uma nova fábrica no Cabo Santo Agostinho, é mais uma demonstração da confiança que os laboratórios farmacêuticos de capital nacional têm no Brasil. Em três anos, entre 2017 e 2019, as empresas associadas ao Grupo FarmaBrasil (GFB) investiram mais de R$ 3 bilhões na construção de novas fábricas, ampliação da produção, pesquisa de novos medicamentos e aquisição de outras companhias.
Realizados, principalmente, com recursos próprios, os investimentos devem gerar mais de 4.000 empregos diretos e pelo menos 3.000 novas vagas indiretas.
Localizada numa área de 250 mil metros quadrados, a nova fábrica da Aché, com capacidade instalada de 700 milhões de unidades de medicamentos por ano, vai gerar, em 2020, 160 empregos diretos e outros 150 indiretos, beneficiando a economia pernambucana.
Em Minas Gerais, o laboratório Biolab iniciou investimentos de R$ 450 milhões na construção de um novo complexo industrial e centro de distribuição em Pouso Alegre, com capacidade para produzir até 200 milhões de unidades. A estimativa é que, apenas nesse empreendimento, sejam abertas 500 novas vagas. Essa fábrica deverá entrar em operação entre 2020 e 2021.
Em junho, a Cristália inaugurou a primeira farmoquímica oncológica do país, em Itapira (SP), onde são produzidos seis diferentes insumos farmacêuticos ativos (IFAs) de alta potência, que serão utilizados para a produção de medicamentos para o tratamento de adenomas, câncer de mama, pulmão, medula, ossos e cérebro. A empresa investiu cerca de R$ 150 milhões com recursos próprios na construção de uma planta produtiva com mais de 3 mil metros quadrados. Antes dessa fábrica, o Brasil importava 100% dos insumos para a produção de medicamentos contra o câncer.
Já a EMS investiu, só entre 2012 e 2017, mais de R$ 800 milhões na construção e expansão de fábricas ultramodernas em três unidades da federação – Hortolândia e Jaguariúna (SP); Novamed, em Manaus (AM); e em Brasília (DF). Este ano, a empresa conquistou o registro de mais um produto inovador, o Nivux, um potente medicamento anti-inflamatório em conjunto com a ação gastroprotetora de um inibidor de bomba de prótons, que atua no combate à inflamação e na proteção gástrica simultaneamente.
 A formulação exclusiva foi 100% desenvolvida no Brasil pelo Centro de Pesquisa & Desenvolvimento da EMS, um dos mais modernos do país, e pela área de pesquisa clínica. A companhia pretende lançar, até 2020, pelo menos mais quatro medicamentos inovadores inéditos nas áreas de endocrinologia, gastroenterologia e imunopediatria, colaborando para a ampliação do acesso à saúde e contribuindo, ativamente, para melhorar a qualidade de vida das pessoas.
Esses novos produtos já estão em avaliação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e poderão auxiliar no tratamento de doenças como obesidade, síndrome dispéptica (gastrite e empachamento), rinite e em processos inflamatórios das vias aéreas superiores. Vale lembrar, ainda, que, desde 2006, a EMS tem um acordo técnico-científico com o laboratório de pesquisa ita- liano MonteResearch.
 
 Com duas unidades de produção em São Paulo, a Blanver investiu R$ 15 milhões em 2019, parte na pesquisa e desenvolvimento de novos fármacos e IFAs. Entre 2016 e 2017, a empresa investiu mais de R$ 90 milhões para ampliar e modernizar sua unidade de IFAs localizada em Indaiatuba. A Libbs inaugurou a primeira planta de anticorpos monoclonais em Embu das Artes (SP), com investimento de R$ 477 milhões, e mais R$ 4,5 milhões em uma startup farmacêutica, a PluriCell Biotech.
Na mesma linha, a Eurofarma já iniciou o investimento de R$ 155 milhões em uma nova fábrica em Montes Claros (MG) e aplicou R$ 45 milhões na Axon Ventures, que fará investimentos em empresas de saúde em estágio inicial, além de R$ 167 milhões em um centro de distribuição em Vargi- nha (MG) e em um laboratório de desenvolvimento de novas moléculas em Itapevi (SP). A     Biomm investiu outros R$ 185 milhões na                 construção de uma fábrica em Nova Lima (MG), para permitir que o Brasil volte a produzir insulina.
 
 A Recepta Biopharma desenvolveu novos medicamentos para tratamento do câncer, como os anticorpos monoclonais imunomoduladores de última geração, além da descoberta e pesquisa de peptídeos com potencial para uso clínico no tratamento do câncer. A Hebron, além de lançar o Ziclague, derivado da biodiversidade brasileira e desenvolvido com a Universidade Tiradentes, em Aracaju, instalou uma unidade de P&D em São Paulo com investimentos de R$ 50 milhões.
 
Além dos investimentos no mercado interno, que geram medicamentos inovadores de alta qualidade para os brasileiros, essas empresas também vêm se internacionalizando, seja por meio da aquisição de outras empresas ou de parcerias com laboratórios estrangeiros. A Eurofarma, que já tem nove plantas industriais na América Latina, expande suas operações para a África.
 
Em 2013, a EMS fundou a Brace Pharma, seu braço de inovação radical nos EUA. Com a Brace, a empresa volta o seu olhar para doenças com um alto grau de necessidade médica não atendida e opções de tratamento insuficientes, com investimentos de mais de R$ 1 bilhão em pesquisa de novos medicamentos. Além disso, a EMS mantém parceria técnico-científica com o laboratório ita- liano MonteResearch. A Biolab já implantou seu centro de P&D em Ontário, Canadá.
Na América Latina, as farmacêuticas nacionais associadas ao GFB estão presentes em nove paí- ses, por meio de operação própria ou parceria.
 
Em resumo, nossas associadas estão investindo pesado para garantir o acesso da po- pulação a medicamentos inovadores, seguros, eficazes e de qualidade.


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