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Estado de Minas

Pacientes com varíola devem evitar contato com alguns animais de estimação

Especialistas apontam que ratos, camundongos e outros roedores podem ser mais suscetíveis à doença


29/05/2022 16:14

Imagem de um roedor
(foto: Getty Images)

Os pacientes com varíola devem evitar qualquer contato com seus animais de estimação por 21 dias, de acordo com novos conselhos da UKHSA (Agência de Segurança da Saúde do Reino Unido).

Até agora, 106 pessoas no Reino Unido foram receberam o diagnóstico da doença.

Roedores como hamsters podem ser particularmente suscetíveis à doença e a preocupação é que ela possa se espalhar na população animal.

O governo britânico afirmou que, por enquanto, nenhum caso foi detectado em animais de estimação e o risco ainda é baixo.

"A preocupação é que o vírus possa entrar em animais domésticos e essencialmente fazer pingue-pongue entre eles e humanos", disse o professor Lawrence Young, virologista da Universidade de Warwick.

"Se você não for cuidadoso, pode criar um reservatório animal para a doença que pode resultar na propagação de volta aos humanos, e estaremos em um ciclo de infecção".

A orientação do UKHSA e de outras autoridades de saúde é que porquinhos-da-índia, ratos, camundongos e outros roedores de estimação sejam afastados da casa de qualquer pessoa infectada com varíola dos macacos por 21 dias e sejam testados para a doença.

Acredita-se que existam dois milhões de lares no Reino Unido com algum tipo de roedor de estimação, de acordo com dados de vendas.

Outros animais de estimação, como cães e gatos, devem ser colocados em isolamento domiciliar com exames veterinários regulares para "garantir que não estão manifestando nenhum sinal clínico".

O Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais (Defra) do Reino Unido aconselha que "sempre que possível" o paciente deve evitar preparar alimentos ou cuidar de seu animal de estimação se isso puder ser feito por outra pessoa da casa.

"Continuaremos monitorando a situação de perto e trabalhando com colegas veterinários e de saúde pública, tanto no Reino Unido quanto em todo o mundo, para gerenciar os riscos associados à saúde animal com a varíola dos macacos", disse a diretora veterinária da Inglaterra, Christine Middlemiss.

Risco do reservatório

Conselhos publicados pelo Centro Europeu de Controle de Doenças (ECDC) nesta semana recomendam que os animais de estimação roedores pertencentes a pacientes com varíola dos macacos deveriam "idealmente" ser isolados em instalações monitoradas e testados para a doença antes do término do período de quarentena.

Os animais só devem ser sacrificados como último recurso em situações em que o isolamento não seja viável, diz o documento.

Animais de estimação maiores, como cães, podem ficar em quarentena em casa com verificações regulares de seu estado de saúde.

Guinea pigs
Acredita-se que cobaias, ratos, camundongos e outros roedores sejam os mais suscetíveis à doença (foto: Getty Images)

Os cientistas dizem que pouco se sabe atualmente sobre como a varíola dos macacos pode se comportar na população de animais domésticos.

Mas os roedores e uma espécie particular de esquilo provavelmente serão capazes de pegar e espalhar a doença com mais facilidade do que os humanos.

O ECDC diz que um evento de "transferência", em que um humano infecta um animal de estimação, pode levar o vírus a se estabelecer na vida selvagem europeia, embora descreva o risco como "muito baixo".

A preocupação é que a varíola possa se tornar o que é conhecido como zoonoses endêmicas, onde uma doença salta entre as espécies animais e está constantemente presente nessa nova população.

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