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Estado de Minas PESQUISA NACIONAL

COVID-19: 80% dos médicos veem segunda onda igual ou pior que a primeira

Sete em cada 10 médicos entrevistados falam em tendência de alta de mortes causadas pelo novo coronavírus


02/02/2021 15:00 - atualizado 02/02/2021 15:41

Vista aérea do cemitério Nossa Senhora Aparecida, em Manaus em julho de 2020, durante primeira onda de COVID-19(foto: Michael Dantas/AFP)
Vista aérea do cemitério Nossa Senhora Aparecida, em Manaus em julho de 2020, durante primeira onda de COVID-19 (foto: Michael Dantas/AFP)

A segunda onda de COVID-19 no Brasil será tão ou mais grave do que a primeira. É o que declaram 80,8% dos médicos entrevistados pela Associação Médica Brasileira e a Associação Paulista de Medicina.


De acordo com o levantamento, 48,8% dos profissionais que atuam na linha de frente do combate à doença entendem que a nova alta de casos será igual à primeira em gravidade. Já 32% dos médicos dizem que a segunda onda será ainda pior.


A minoria – 19,2% – avalia que o que está por vir será menos grave do que o país já enfrentou.

Alta de óbitos

O novo coronavírus já contaminou 9,2 milhões de brasileiros e causou 225.099 mortes, segundo dados do Ministério da Saúde.


Depois de um pico de óbitos em meados de 2020 – chegando a 1.595 registrados em 24h no boletim epidemiológico de 29 de julho –, a quantidade de mortes caiu. Em 8 de novembro, foram contabilizadas 128.


Entretanto, os números voltaram a subir. Em 7 de janeiro, foram registradas 1.524 mortes e 1.283 no dia 27 do mesmo mês.


De acordo com o consórcio de veículos de imprensa (formado pelo Grupo Globo, Estado de S. Paulo e Folha de S. Paulo), a média móvel de mortes no Brasil nos últimos sete dias foi de 1.062.

É o 12º dia consecutivo com mais de 1 mil óbitos de média.


Indagados sobre a situação atual de casos nas unidades que atendem a pacientes com suspeita ou já com COVID-19, 91,5% dos médicos observam tendência à alta em algum grau.


Quanto aos óbitos, a tendência é igualmente de alta para 69,1%, ou seja, praticamente sete em cada 10 médicos ouvidos.


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