
Além da questão sanitária, essencial à prevenção e combate a propagação de doenças como a COVID-19, dengue, chikungunya e zika, o segmento argumenta que, quanto mais longo o período de exposição dos materiais recicláveis, maiores os riscos de contaminação da população.
Segundo Clineu Alvarenga, presidente do Inesfa, há um compromisso do setor de sucata de ferro e aço em manter a remuneração aos catadores, independentemente da queda na demanda pela sucata por parte das usinas siderúrgicas, principais consumidores da sucata processada, usada na produção de aço.
“O Inesfa manifesta enorme preocupação com os catadores de materiais recicláveis e acredita que a maior parte não terá acesso ao benefício de R$ 600 mensais a ser pago pelo governo, como forma de auxílio aos trabalhadores informais neste momento de paralisação de suas atividades e crise na saúde”.
De acordo com a entidade, estima-se em mais de 800 mil os recicladores no país, “a maioria sem qualquer vínculo com programas sociais e, portanto, sem condições de receber o apoio financeiro do setor público”.
O BIR representa em torno de 30 mil recicladores, localizados em mais de 70 países, incluindo 36 associações nacionais, que querem a cadeia de reciclagem seja reconhecida formalmente como essencial “por trabalhar para proteger a saúde humana e o meio ambiente.” Os representados das associadas ao BIR coletam, classificam e processam materiais recicláveis, como metais ferrosos e não ferrosos, incluindo aço inoxidável, ligas, além de papel, têxteis, plásticos, sucata eletrônica, pneus.
