
Segundo a revista VEJA, a Delegacia de Homicídios está tentando convencer integrantes da equipe médica a prestar depoimento sobre a invasão. Os funcionários do Hospital Getúlio Vargas, na Zona Norte do Rio, que relataram o fato a polícia, temem as represálias. Os investigadores não conseguiram imagens da ida dos policiais ao hospital.
A perícia feita na bala concluiu que não é possível compará-la com as armas dos PMs que estavam na favela. Foi encontrado apenas um fragmento deformado do projétil. Dos 11 policiais militares que estavam nas proximidades do local onde Ágatha foi morta, apenas dois aceitaram participar da reconstituição.
Na sexta-feira, 20 de setembro, a menina de 9 anos foi atingida dentro de uma Kombi no Complexo do Alemão. A PM diz que policiais trocaram tiros com bandidos. Testemunhas afirmam que o tiro que atingiu Ágatha foi disparado por um PM, que tentava acertar um motociclista que passava pelo local. Diferentemente do que declarou a Polícia Militar, não havia troca de tiros na localidade da Fazendinha, no complexo de favelas do Alemão, no momento em que a menina foi atingida.
*A estagiária está sob supervisão da subeditora Ellen Cristie.
