
Para se concretizar, a prorrogação precisaria ser solicitada pelo futuro governador do Estado do Rio e autorizada pelo próximo presidente da República. “Dado o avanço que vai acontecer, acredito que o futuro governante do Rio de Janeiro agiria de bom senso se dispuser-se a prolongar pelo menos por mais um ano esta intervenção. Porque é o tempo necessário para que a gente possa concluir o legado. Se nós tivermos mais tempo, melhores resultados virão”, disse Jungmann.
O ministro esteve no Rio de Janeiro para acompanhar um evento no Comando de Operações Navais sobre o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul, que inclui toda a costa marítima brasileira, incluindo a Baía de Guanabara.
Jungmann afirmou que não chegou a debater a continuidade da intervenção com nenhum pré-candidato à presidência ou ao governo fluminense. Segundo Jungmann, a prorrogação por mais um ano foi uma sugestão do governador Luiz Fernando Pezão (MDB), com a qual ele concorda. “Acho que vai apresentar resultados, os dados (da criminalidade) vão continuar caindo. Mas se você imaginar o grau de sucateamento a que chegou o sistema de segurança do Rio de Janeiro, a gente tem que dar mais tempo ao tempo, para reciclar, formar, qualificar, para equipar esse pessoal, para retreinar, para dar um senso de autoestima a essa polícia”, afirmou.
O ministro informou que, do R$ 1,2 bilhão prometido pelo governo federal para a intervenção federal na segurança do Estado do Rio R$ 400 milhões já foram licitados ou empenhados. Segundo Jungmann, a mudança na legislação que transferiu parte dos recursos arrecadados com jogos à segurança pública representará este ano R$ 800 milhões para o setor e R$ 4,3 bilhões até 2022.
