
Mais de 150 homens do Corpo de Bombeiros trabalham no local, com 22 viaturas. “Tememos que os tanques voltem a colapsar, como aconteceu ontem (quinta-feira), o que espalharia mais combustível por uma área maior. Não sabemos quanto esses tanques aguentam. É um dragão contido em uma gaiola”, informou o Capitão Wagner Bertolini, dos Bombeiros. Apesar do clima de tensão, há motivos para acreditar que o combate ao incêndio tem sido efetivo. Segundo os brigadistas, a cada hora as labaredas diminuem em média 30 centímetros.
Na região do incidente, houve chuva de cinzas, mas especialistas afirmam que não se trata de resíduo tóxico. De qualquer forma, a recomendação é para que as pessoas evitem exposição ao material. A coluna de fumaça é vista à muita distância. Em muitos pontos das cidades de Santos e São Vicente, é possível sentir cheiro de queimado.
De acordo com a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp), o movimento de navios no canal do estuário permanece interrompido no local do incêndio. Apenas a embarcação Governador Fleury, que pertence ao Corpo de Bombeiros, está no cais, de onde permanece bombeando água do mar para os caminhões tanques.
O acesso para o Porto de Santos pelo Viaduto da Alemoa, no km 62 da Rodovia Anchieta, permanece fechado. No Sistema Anchieta-Imigrantes funciona em esquema 7x3, com todas as pistas da Via Anchieta e a pista sul da Rodovia dos Imigrantes para descida ao litoral. A subida é feita somente pela pista norte da Imigrantes. De acordo com a concessionária Ecovias, o trânsito é lento na chegada a Santos.
ATENDIMENTOS O bombeiro Claudio Rodrigues Gonçalves, de 39 anos, foi atingido no olho por uma fagulha e precisou ser levado ao Pronto Socorro Central de Santos para avaliação oftalmológica, mas já teve alta, A Prefeitura de Santos informou que o Samu atendeu 34 pessoas no local, todos homens com superaquecimento. “Não é queimadura. Isso acontece porque as vítimas são funcionários da área industrial da Alemoa, usam roupas pesadas, sofrem alterações na pressão arterial e aumento na temperatura corporal”, segundo a prefeitura. Crises nervosas e inalação de fumaça também foram registradas nos pacientes. Todos foram atendidos no local e liberados. No Pronto-Socorro Central de Santos, três pessoas com crises nervosas foram medicadas e liberadas.
