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Estado de Minas

Conselho de Medicina proíbe uso de terapias hormonais para retardar envelhecimento


postado em 19/10/2012 10:14 / atualizado em 19/10/2012 10:31

Rio de Janeiro - O Conselho Federal de Medicina (CFM) publicou, nesta sexta-feira, a Resolução 1.999/2012 que proíbe o uso de hormônios com o objetivo de retardar ou prevenir o processo de envelhecimento.

“A falta de evidências científicas de benefícios, e os riscos e malefícios que trazem à saúde não permitem o uso de terapias hormonais com o objetivo de retardar, modular ou prevenir o processo de envelhecimento”, informou o conselho no texto, após avaliação e revisão de estudos científicos sobre o assunto.

A resolução permite a reposição de deficiências hormonais e de outros elementos apenas em casos de necessidade comprovada. Está vedada a prescrição dos hormônios conhecidos como “bioidênticos” para o tratamento antienvelhecimento e o uso de ácido etilenodiaminotetracético (EDTA), procaína, vitaminas e antioxidantes, entre outras.

Em agosto, um parecer do CFM já havia indicado que não existiam evidências científicas que justificassem a prática da medicina antienvelhecimento, que tem como base o uso de hormônios. Foi com base nesse documento que o conselho proibiu a indicação hormonal para pessoas saudáveis.

Dados do conselho apontam que pelo menos cinco médicos foram cassados nos últimos quatro anos por praticar procedimentos sem comprovação científica, enquanto dez profissionais foram punidos com suspensão.

A geriatra e membro da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia, Maria Lencastre, explica que o fator genético responde por um terço das causas do envelhecimento e que a melhor maneira de retardar o processo é a modificação de hábitos, que incluem a prática de exercício, a alimentação adequada e a perda de peso. “Envelhecimento não é doença”, disse.

Segundo o CFM, os médicos que descumprirem as regras poderão sofrer penalidades que vão desde advertência até cassação do registro.

A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) comemorou a resolução. Em nota, a organização informou que a proibição protegerá a população de danos à saúde que vão desde o aumento da toxicidade no organismo até os casos de câncer.


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