Rio de Janeiro - O prefeito de Teresópolis, na região serrana do estado, Arlei de Oliveira Rosa, admitiu que a tragédia ocorrida no município poderia ganhar proporções ainda maiores caso o governo não tivesse instalado sirenes de alerta nas comunidades que vivem em áreas de risco na cidade.
Segundo Rosa, o alarme das sirenes - instaladas após as chuvas de janeiro do ano passado que deixaram um saldo de quase mil mortes em toda a região, além de centenas de desaparecidos – permitiu que muitas das famílias que vivem em áreas de risco pudessem deixar suas casas em busca dos abrigos da prefeitura.
As chuvas duraram cerca de quatro horas e a sua intensidade deixou um saldo de cinco mortos, uma pessoa desaparecida, 15 feridas, além de centenas de desabrigados e desalojados – pessoas que tiveram que deixar suas casas temporariamente por causa do temporal e do risco de deslizamento de terra.
Rosa ressaltou que, no centro da cidade, rios transbordaram e a água chegou a subir cerca de 1 metro. Segundo ele, no final da noite de ontem, quando a chuva parou, o nível da água desceu e os serviços básicos afetados pelo temporal começaram a ser restabelecidos.
A prefeitura de Teresópolis vai solicitar ajuda aos governos federal e estadual para a reconstrução da infraestrutura básica da cidade afetada pela força das águas. “Há muito o que fazer e a reconstruir. O nível da água baixou, mas deixou um rastro de destruição e lama e nós precisamos de máquinas e homens para realizar os trabalhos de recuperação da infraestrutura básica e de limpeza da cidade”, disse.
Em entrevista à Agência Brasil, o secretário de Defesa Civil, Humberto Viana, admitiu que o sistema de alerta à população pode ser melhorado.
