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Estado de Minas

Padres acusados de pedofilia em AL serão julgados hoje


postado em 08/07/2011 09:52

Começa nesta sexta-feira o julgamento dos padres Luiz Marques Barbosa, Raimundo Gomes e Edílson Duarte, acusados de pedofilia, no envolvimento com coroinhas das igrejas onde trabalhavam, em Arapiraca, a 150 quilômetros de Maceió (AL). A data do julgamento foi confirmada nesta semana pelo juiz João Luiz de Azevedo Lessa, da 8ª Vara Criminal da Justiça Estadual. O julgamento está marcado para começar pela manhã, no auditório do Fórum de Arapiraca.

Os três religiosos são acusados de abusarem sexualmente de três coroinhas, conforme denúncia apresentada Ministério Público Estadual, em março deste ano. Para o promotor José Alves de Oliveira Neto, os sacerdotes se aproveitaram do poder que tinham para explorar sexualmente os coroinhas. Se condenados, eles podem pegar penas de até sete anos de prisão.

De acordo com os autos do processo, as investigações apontaram que os padres prometiam vantagens econômicas aos coroinhas para ganhar a confiança deles e depois tirar proveito das vítimas. Um dos sacerdotes, o monsenhor Luiz Barbosa, chegou a ser filmado fazendo sexo oral com um dos coroinhas. Mesmo assim, os três negaram envolvimento com pedofilia.

O caso foi investigado pela CPI da Pedofilia, que chegou a realizar uma sessão pública em Arapiraca, sob o comando do senador Magno Malta (PR-ES). Durante a sessão, o senador mandou exibir o vídeo onde o padre aparece fazendo sexo com o coroinha. As imagens chocaram as pessoas que assistiam a sessão e geraram protestos da sociedade local.

Logo após a sessão, o monsenhor Luiz Barbosa chegou a ser preso, já que a polícia havia encontrado em seu poder um passaporte pronto para ser utilizado em viagens internacionais. A prisão durou menos de uma semana. Desde que o escândalo foi divulgado, repercutido até no Vaticano, a Igreja Católica afastou os três sacerdotes das atividades eclesiásticas.

Julgamento

Segundo o juiz João Luiz de Azevedo Lessa, que irá presidir o julgamento, o júri será complexo e demorado, porque além de um assunto polêmico, o processo tem quatro volumes com mais de mil páginas e mais de 20 testemunhas arroladas. Por isso, o magistrado prevê que a sentença deve demorar de três a cinco dias.

Serão ouvidas todas as testemunhas de defesa e da acusação, além das vítimas e dos três acusados. Isso sem contar com o tempo que os advogados deverão gastar para apresentar suas alegações finais sobre o caso.


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