A Polícia Civil do Rio de Janeiro já interrogou 38 pessoas a respeito do desaparecimento do estudante Juan de Moraes, de 11 anos, que sumiu após uma troca de tiros entre policiais e traficantes em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Três cães farejadores auxiliaram a polícia nas buscas, em locais perto de onde ele morava, mas nada foi encontrado. Hoje, o secretário de Estado de Segurança, José Mariano Beltrame, prometeu punição "exemplar" para os autores do crime.
Hoje, onze dias depois do desaparecimento do menino, a chefe da Polícia Civil, Martha Rocha, conversou com jornalistas para refutar críticas de que estaria havendo demoras na investigação. Além de ter interrogado testemunhas e suspeitos, foram feitas coleta de material genético e perícia nas armas apreendidas com os policiais, que participaram da operação, afirmou.
A família de Juan, inclusive o irmão dele, de 14 anos, que também foi baleado na operação, foi incluída no Programa de Proteção à Criança e ao Adolescente Ameaçado de Morte, da Secretaria de Estado de Assistência Social.
De acordo com a delegada Martha Rocha, Wanderson dos Santos de Assis, de 19 anos, outro baleado na operação policial, continua sob investigação e vai responder por tentativa de homicídio contra policiais militares. Ele é acusado de ser traficante. A família nega e diz que ele também foi vítima. Wanderson não tem antecedentes criminais.
