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Estado de Minas COMPORTAMENTO

O que é a 'fadiga da pandemia' e como é possível combatê-la, segundo a OMS

Relatório reconhece exaustão diante da pandemia, mas destaca importância da manutenção de medidas preventivas


06/10/2020 17:18 - atualizado 06/10/2020 17:57

Fatiga da pandemia: você também está sentindo?(foto: Getty Images)
Fatiga da pandemia: você também está sentindo? (foto: Getty Images)

A COVID-19 está cobrando um alto preço emocional em toda a Europa, gerando níveis crescentes de apatia em algumas populações, alerta a Organização Mundial da Saúde (OMS).

 

 

 

Uma pesquisa recente da organização estima que essa "fadiga da pandemia" chega a 60% da população em alguns grupos.

Muitas pessoas estão se sentindo menos motivadas a seguir comportamentos preventivos depois de conviver por meses com alterações na rotina e incertezas, diz a OMS.

Apesar de cansadas, as pessoas devem manter os esforços para combater o vírus, diz o documento — lavando as mãos, cobrindo o rosto com máscaras e adotando o distanciamento social.

O coronavírus continua se espalhando pelo mundo, com mais de 35 milhões de casos confirmados em 188 países e mais de um milhão de mortes.

O médico Hans Henri Kluge, diretor regional da OMS para a Europa, diz que o cansaço é esperado nesta fase da crise.

"Desde que o vírus chegou ao continente europeu, há oito meses, os cidadãos fizeram enormes sacrifícios para conter a COVID-19."

"O custo foi altíssimo, algo que esgotou todos nós, independentemente de onde vivemos ou do que façamos. Nessas circunstâncias, é fácil e natural sentir-se apático e desmotivado, sentir cansaço."

"Acredito que seja possível revigorar os esforços para enfrentar os desafios em evolução da COVID-19."

Kluge aponta estratégias para nos colocar de volta aos trilhos, colocando o senso comunitário no centro da questão:

  • Compreender as pessoas fazendo regularmente pesquisas de opinião e reconhecendo suas dificuldades;
  • Envolver as comunidades em debates e decisões;
  • Permitir que as pessoas vivam suas vidas, mas reduzindo riscos e procurando maneiras inovadoras de atender às necessidades contínuas da sociedade — por exemplo, estimulando reuniões virtuais e entregando refeições para pessoas vulneráveis.

Cinema flutuante em Tel Aviv, Israel; este é apontado como exemplo bem-sucedido de conciliação entre prevenção e demandas sociais(foto: REUTERS/Ronen Zvulun)
Cinema flutuante em Tel Aviv, Israel; este é apontado como exemplo bem-sucedido de conciliação entre prevenção e demandas sociais (foto: REUTERS/Ronen Zvulun)

O médico destacou como exemplos bem sucedidos desta adaptação as celebrações virtuais do Ramadã e a criação de cinemas flutuantes.

O Reino Unido faz sua própria pesquisa regular com cerca de 2.200 adultos sobre a COVID-19 e comportamentos sociais.

Os dados mais recentes indicam que:

  • Quase nove em cada 10 adultos na Grã-Bretanha afirmam ter informações suficientes sobre como se proteger contra a COVID, número semelhante a junho;
  • Oito em cada dez pessoas que se encontraram com outras disseram que frequentemente ou sempre mantiveram o distanciamento social, como em julho;
  • Mais de nove em cada 10 adultos dizem que usam algum tipo de cobertura para o rosto para retardar a propagação do coronavírus — novamente, semelhante a julho.

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