No trailer do filme, o escritor aparece sem camisa, beijando uma jovem em uma cama. Houellebecq considera que isso prejudica sua reputação e que foi retratado como uma "estrela pornô".
O tribunal "rejeitou as ordens solicitadas e ordenou que Houellebecq pagasse as custas do processo, estimadas até o momento em US$ 1.500 (aproximadamente R$ 7.845)", disse o juiz de medidas provisórias do tribunal de Amsterdã.
"É incompreensível que Houellebecq teria participado das gravações se achasse o contrato realmente problemático", declarou o magistrado em um julgamento por escrito.
O juiz rejeitou a alegação de Houellebecq de que ele havia assinado o contrato, porque estava deprimido e havia bebido.
O autor considerou o veredicto "muito decepcionante", disse à AFP sua advogada Jacqueline Schaap.
"Houellebecq planeja recorrer da decisão rapidamente", acrescentou.
O diretor do filme, Stefan Ruitenbeek, expressou seu alívio com a decisão.
"Sempre quis fazer um retrato íntegro. Espero que Michel fique satisfeito com o resultado", disse ele, na nota emitida por seu advogado.
Em fevereiro, Houellebecq perdeu um processo semelhante em um tribunal francês.
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HAIA
Tribunal holandês rejeita proibição de filme considerado difamatório pelo escritor Houellebecq
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