A entidade mundial do futebol ameaçou impor "sanções esportivas" às seleções europeias, cujos jogadores estejam usando a braçadeira arco-íris "One Love", enquanto as ONGs denunciam a criminalização da homossexualidade pelo país anfitrião do evento, um ultraconservador emirado do Golfo.
"É muito preocupante ver qualquer restrição à liberdade de expressão, em particular quando se trata de falar sobre diversidade", declarou Blinken, em resposta a uma pergunta de jornalistas sobre o assunto, durante entrevista coletiva em Doha.
Junto com seu homólogo catariano, Mohammed ben Abderrahmane Al-Thani, o chefe da diplomacia americana disse que "ninguém no campo de futebol deve ser obrigado a escolher entre jogar e defender seus valores".
O ministro do Catar lamentou, por sua vez, que seu país tenha sido vítima de "ideias preconcebidas". Esta Copa do Mundo tem sido especialmente polêmica, sobretudo, devido a acusações de violações dos direitos humanos.
Diante das polêmicas advertências da Fifa, Inglaterra, Alemanha e outras cinco seleções europeias renunciaram ao uso das braçadeiras inspiradas na bandeira arco-íris, símbolo das comunidades LGBT+.
Primeiro país do Oriente Médio a sediar a Copa do Mundo desde domingo (20), o Catar garantiu que todos os torcedores serão bem-vindos, sem discriminação, embora a lei do país penalize a homossexualidade.
Blinken desembarcou em Doha na segunda-feira (21) para uma visita de 24 horas, durante a qual assistiu ao primeiro jogo de seu país contra o País de Gales. A partida terminou em 1 a 1.
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DOHA
Blinken lamenta proibição de braçadeiras LGBT+ pela Fifa
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