"E a Constituição Pinochet vai cair e vai cair" e "E como, e como, e como está o 'weá' (a questão)? Há dinheiro para os policiais (Polícia) e não para estudar", gritaram os alunos ao se aproximarem da sede do Ministério da Educação, ao lado da sede do governo.
A manifestação forçou o bloqueio do trânsito e houve alguns incidentes isolados entre parte dos manifestantes e a polícia, que dispersou a mobilização com gás lacrimogêneo e canhões de água.
A manifestação aconteceu no mesmo dia em que Boric planeja fazer uma troca entre seus ministros.
A ministra do Interior, Izkia Siches, a da Saúde, Begoña Yarza, e o secretário-geral da Presidência Giorgio Jackson, são os principais nomes que poderiam sair após vários erros criticados durante esses primeiros seis meses do governo que assumiu o poder em 11 de março.
Além disso, a manifestação ocorreu dois dias depois que os cidadãos rejeitaram 61% da proposta de uma nova Carta Magna em um plebiscito.
Entre os direitos que a proposta constitucional teria consagrado estava o direito ao "acesso universal" à educação, reivindicação recorrente e particularmente agitada durante os protestos sociais que abalam o país desde outubro de 2019.
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SANTIAGO
Estudantes protestam no Chile antes da mudança de gabinete
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