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Estado de Minas ASTRONOMIA

Artemis: primeira missão à Lua em meio século é adiada de novo

A agência espacial americana cancelou o lançamento depois que os controladores descobriram um vazamento em um tanque de hidrogênio


03/09/2022 13:04 - atualizado 03/09/2022 14:43

Foguete SLS, da Nasa
Foguete SLS (foto: BBC)
O lançamento do foguete mais poderoso da agência espacial dos Estados Unidos foi cancelado pela segunda vez em uma semana.

 

O anúncio veio depois que um vazamento foi encontrado no tanque de hidrogênio da missão Artemis I.

As tentativas lançamento foram frustradas na segunda-feira (29/8) por uma série de problemas técnicos e climáticos.

 

O vazamento detectado neste sábado (3/9) foi observado quando o foguete começou a ser abastecido com propelentes superfrios.

 

Os controladores tentaram fazer várias correções, mas não tiveram sucesso.

 

O veículo queima 2,7 milhões de litros de hidrogênio líquido e oxigênio para fornecer o impulso necessário para a saída da Terra.

 

Mas quando os controladores enviaram o comando para encher o tanque de hidrogênio, um alarme disparou, indicando que havia algum vazamento.

 

O problema está localizado na base do Sistema de Lançamento Espacial (conhecido na sigla em inglês por SLS), numa tubulação de 20 centímetros que traz o hidrogênio.

 

A tentativa deste sábado de lançar o foguete estava programada para acontecer em uma janela de duas horas, com início às 14h17 no horário local (15h17 no horário de Brasília).

 

O objetivo do veículo de 100 metros de altura era lançar uma cápsula de uso humano na direção da Lua, algo inédito desde que o Programa Apollo foi encerrado em 1972.


Infográfico foguete SLS
Infográfico mostra foguete SLS (foto: BBC)
A tentativa de lançar o SLS na segunda-feira acabou cancelada porque os controladores não tinham certeza de que os quatro grandes motores sob o estágio central do foguete estavam devidamente preparados para o voo.

 

As unidades de energia são resfriadas durante a contagem regressiva a -250 °C para evitar que sejam atingidas pela injeção repentina de propelentes criogênicos no momento do lançamento. Mas um sensor estava indicando que o terceiro motor poderia estar entre 15 e 30 °C fora desse parâmetro.

 

Quando o SLS realmente decolar em direção à Lua, a tendência é que a imagem seja espetacular.

 

"Vai ser um 'ônibus espacial com esteróides'", comparou Doug Hurley, que foi o piloto da última missão com esses veículos em 2011.

 

O ex-astronauta agora trabalha para a Northrop Grumman, que faz os grandes impulsionadores sólidos nas laterais do SLS.

 

"O que sempre achei a coisa mais legal sobre a saída dos ônibus espaciais era que você o via decolar, e ele estava bem fora da torre de lançamento antes de você ouvir qualquer coisa. Depois, demorava um pouco mais antes de sentir [o impacto]", explicou.

 

"Em termos de peso, o SLS é muito próximo do que era o ônibus espacial. O foguete Saturno V da Apollo era drasticamente diferente. Para o ônibus espacial, parecia que tudo estava claro em um instante, assim que os boosters eram acesos. O SLS deve ser parecido", disse à BBC News.


Infográfico mostra ICPS e cápsula
Infográfico mostra ICPS e cápsula da Orion (foto: BBC)
A primeira fase motorizada da decolagem do SLS durará pouco mais de oito minutos.

 

Isso colocará o estágio superior do foguete, com a cápsula Orion ainda conectada, em uma órbita altamente elíptica que faria os dois colidirem de volta à Terra sem nenhum esforço adicional.

 

Assim, o estágio superior terá que se elevar e circularizar a órbita antes de impulsionar a cápsula Orion na direção da Lua.

 

A confirmação de que a cápsula está sozinha e acelerando pelo espaço a 30 mil km/h deve ocorrer duas horas e cinco minutos após o lançamento.


Infográfico mostra rota da missão Artemis
Infográfico mostra rota da missão Artemis até a Lua (foto: BBC)
A duração da missão planejada é de pouco menos de 38 dias. Isso resultaria num retorno da Orion à Terra para um mergulho no oceano ao largo de San Diego, na Califórnia, no dia 11 de outubro.

 

Trinta e oito dias é muito mais do que os 21 dias que o fabricante de cápsulas Lockheed Martin diz ser o tempo máximo que os astronautas devem passar na espaçonave.

 

Mas Annette Hasbrook, conselheira sênior do programa Orion na Nasa, disse que os engenheiros queriam ampliar o tempo de missão para entender os limites da espaçonave.


Ilustração: Orion enviado à Lua
Ilustração do estágio superior do foguete colocará a cápsula Orion em um caminho para a Lua (foto: NASA)
- Este texto foi publicado originalmente em: https://www.bbc.com/portuguese/internacional-62779467

 

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