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Estado de Minas PARIS

França emite ordem europeia de prisão contra imã que deseja expulsar


02/09/2022 09:52

Um juiz francês emitiu uma ordem europeia de prisão e rendição contra um imã, que teria fugido do país antes de sua expulsão para o Marrocos por incitar o ódio, disseram fontes familiarizadas com o caso nesta sexta-feira (2).

O ministro do Interior, Gérald Darmanin, fez do caso de Hassan Iquioussen uma prioridade, cuja expulsão ele ordenou em julho por um discurso "virulento", "antissemita" e sermões pedindo a "submissão" das mulheres.

Os seus advogados conseguiram inicialmente suspender a sua expulsão, alegando um possível "dano desproporcional" à sua "vida privada e familiar", mas o Conselho de Estado acabou aprovando a medida.

Logo após a decisão do mais alto tribunal administrativo da França, as autoridades consideraram o imã de 58 anos, nascido na França, mas de nacionalidade marroquina, como foragido, possivelmente na Bélgica.

Um juiz de instrução em Valenciennes (norte) emitiu a ordem europeia, revelada pela televisão BFMTV, contra Iquioussen por "evitar a execução de uma ordem de expulsão", disseram à AFP fontes próximas ao caso.

A cidade de Lourches (norte), onde morava este homem que tem milhares de seguidores em suas contas no YouTube e Facebook, fica a cerca de 25 quilômetros da fronteira belga.

No entanto, a situação "é legalmente complicada", disse à AFP uma fonte próxima ao caso.

Outra fonte evocou "manobras jurídicas para processar uma ação contra alguém sujeito a uma medida administrativa".

Segundo especialistas, o procedimento utilizado para a saída do imã da França - uma ordem de expulsão assinada pelo ministro do Interior - não implica sua saída obrigatória para seu país de origem, Marrocos.

"Então, ele não cometeu nenhum crime se estiver na Bélgica", disse Serge Slama, professor de direito público e especialista em direito constitucional, à AFP na quarta-feira.

Darmanin fez do imã um símbolo da luta do governo do presidente liberal Emmanuel Macron contra o "discurso separatista", que na prática se concentra no islamismo radical.

A lei contra o separatismo, promulgada em 2021, permite fechar locais de culto, escolas religiosas ou proibir sermões extremistas, em nome do respeito pelos valores republicanos e pelo laicismo.


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