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Estado de Minas KIEV

Parlamento ucraniano apoia Zelensky em demissão de acusados por traição


19/07/2022 21:08

O Parlamento da Ucrânia apoiou, nesta terça-feira (19), o pedido do presidente Volodimir Zelensky de demitir a procuradora-geral, Iryna Venediktova, e o chefe da agência de Segurança Nacional, Ivan Bakanov, no maior abalo político do país desde a invasão russa em fevereiro.

Enquanto isso, o presidente russo, Vladimir Putin, abordou no Irã com seu homólogo turco, Recep Tayyip Erdogan, a exportação de grãos ucranianos, bloqueada devido à campanha militar russa na Ucrânia.

Reunidos em uma sessão em Kiev, os deputados ucranianos apoiaram esmagadoramente a decisão de Zelensky de demitir a procuradora-geral e o chefe da agência de segurança nacional, disseram vários dos parlamentares presentes, em comentários publicados nas redes sociais.

Zelensky anunciou, inesperadamente no domingo, a demissão dos dois funcionários, acrescentando que cerca de 650 casos de suposta traição, ajuda e cumplicidade com a Rússia estão sendo investigados.

Na segunda-feira, ele descreveu a reorganização dos serviços de segurança como uma "auditoria" e disse que 28 funcionários poderiam ser demitidos.

"Diferentes níveis, diferentes direções. Mas as razões são parecidas: baixo desempenho no trabalho", alegou Zelensky.

Venediktova, que se reunia regularmente com seus homólogos europeus e americano, defendeu seu trabalho nas redes, dizendo que tem "coisas das quais se orgulhar".

Em plena onda de suspeitas de infiltração por espiões russos, o governador da região de Mikolaviv (sul) anunciou nesta terça-feira uma recompensa de 100 dólares para quem ajudar a identificar colaboradores russos.

- Reunião no Irã -

Em Teerã, Putin e Erdogan se encontraram com seu par iraniano, Ebrahim Raisi, para discutir o conflito na Síria e a guerra na Ucrânia.

Ao final da reunião, Putin destacou que a cúpula havia sido "útil e muito instrutiva", e que haviam avançado nas negociações de exportação de grãos graças aos "esforços de mediação" da Turquia, país membro da Otan, que se ofereceu para mediar entre a Rússia e a Ucrânia.

Mas Putin também reivindicou que as potências ocidentais suspendam as restrições às exportações dos grãos russos.

Garantiu ainda que a companhia russa de gás Gazprom cumprirá "totalmente" suas obrigações, em meio à queda nas entregas de gás à Europa devido às sanções ocidentais.

Delegações da Rússia e da Ucrânia devem se reunir em Istambul na quarta-feira com representantes da Turquia e da ONU, com a esperança de que um acordo seja anunciado.

O chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell, alertou esta semana que a retomada das exportações de grãos da Ucrânia é "uma questão de vida, ou morte".

As negociações buscam estabelecer a saída pelo Mar Negro de cerca de 20 milhões de toneladas de grãos armazenados em silos ucranianos, principalmente em Odessa (sul), e facilitar a exportação russa de grãos e fertilizantes.

Num documento ao qual a AFP teve acesso nesta terça, a Comissão Europeia propõe aos Estados-membros da União a libertação de alguns fundos de bancos russos congelados por sanções para ajudar a retomar o comércio de produtos agrícolas e alimentares.

- "Vencer a guerra" antes do inverno -

A Rússia segue uma estratégia para se estabelecer de forma irreversível nas regiões ucranianas sob seu controle, com medidas como a distribuição de passaportes russos aos cidadãos, como verificou a AFP em Melitopol (sul), na região de Zaporizhia.

Nesse sentido, os Estados Unidos acusaram a Rússia de instalar "representantes e funcionários ilegítimos nas áreas da Ucrânia que estão sob seu controle" para anexar esses territórios, disse a repórteres o porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, John Kirby.

Por sua vez, o ministro ucraniano da Defesa, Oleksiy Reznikov, pediu às potências ocidentais que aumentem drasticamente os suprimentos de sistemas de foguetes de precisão, que representam uma "mudança de jogo" que pode permitir uma contra-ofensiva.

"Esses sistemas nos permitiram destruir aproximadamente 30 centros de comando e depósitos de munição", assegurou o ministro diante, de forma virtual, do Atlantic Council, um centro de reflexão de Washington.

- Bombardeio em Donbass -

Sete mísseis de cruzeiro caíram no porto de Odessa (sul) nesta terça-feira, de acordo com Kiev. Pelo menos seis pessoas ficaram feridas, entre elas uma criança.

"Um (dos mísseis) foi abatido pelas defesas aéreas. Seis atingiram um vilarejo. Como resultado, vários prédios residenciais e outras instalações foram destruídos e pegaram fogo", relatou a Presidência ucraniana.

O Ministério russo da Defesa afirmou que os ataques a Odessa destruíram um estoque de armas fornecidas pelo Ocidente.

Os combates mais intensos continuam se concentrando na bacia industrial e de mineração do Donbass, no leste da Ucrânia, uma zona parcialmente controlada por separatistas pró-Rússia desde 2014.

Igor Ieskov, oficial de comunicações do prefeito, disse que pelo menos uma pessoa morreu. Um membro da cúpula da polícia disse que havia seis feridos.

O míssil caiu no final da manhã em um pequeno jardim cercado por prédios residenciais, no coração da cidade.

Seis pessoas foram mortas em um bombardeio na segunda-feira em Toretsk, uma cidade de 30.000 habitantes perto de Kramatorsk.


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