Entre 31 de março e 6 de junho, a ONG organizou a retirada médica por trem de 653 pacientes nas zonas afetadas pela guerra para hospitais localizados em regiões mais seguras.
Os dados médicos e os depoimentos dos pacientes mostram que a guerra "não distingue nem protege os civis", ao mesmo tempo que revelam "ataques indiscriminados constantes contra os civis", afirma a MSF em um comunicado.
Mais de 40% dos feridos de guerra eram idosos ou crianças, tinham lesões provocadas por explosões, amputações traumáticas, estilhaços e ferimentos de bala. A falta de respeito pela proteção dos civis constitui, segundo a organização, "uma grave violação do direito humanitário internacional".
"Os ferimentos de nossos pacientes e as histórias que contam mostram, de maneira incontestável, o nível chocante de sofrimento que a violência cega desta guerra inflige aos civis", disse Christopher Stokes, coordenador de emergências da MSF.
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GENEBRA
ONG denuncia "nível chocante" de sofrimento de civis na Ucrânia
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