Na noite de terça-feira, o governo britânico deixou preparado um voo fretado, ao custo de centenas de milhares de dólares, para transferir para Ruanda os primeiros migrantes e demandantes de asilo afetados por sua nova e controversa política contra chegadas clandestinas.
Mas o TEDH, jurisdição do Conselho da Europa com sede em Estrasburgo (França) que supervisiona o cumprimento da Convenção Europeia de Direitos Humanos, opôs-se à medida, determinando que a Justiça britânica deve, antes, examinar detalhadamente a legalidade do plano.
"É preciso ver os motivos para esta decisão", disse Patel ao jornal "The Telegraph" neste sábado. "Como e por que tomaram essa decisão? Houve razões políticas? Acho que sim, totalmente", afirmou.
"A forma opaca como este tribunal trabalha é totalmente escandalosa", completou.
O bloqueio do avião com destino a Ruanda ocorreu depois que vários recursos individuais foram apresentados a esta corte.
Apesar das críticas, o governo britânico expressou sua determinação de prosseguir com este projeto de deportação.
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LONDRES
Reino Unido: decisão da UE sobre Ruanda é 'escandalosa' e 'opaca'
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