"A participação das mulheres nas atividades de mediação e tomada de decisão é essencial para a resolução de conflitos", disse Guterres, em sessão organizada pela chefe da diplomacia da Albânia, Olta Xhaçka, país que preside este mês o Conselho de Segurança.
O chefe da ONU considera "indispensáveis" suas "análises para compreender a dinâmica dos conflitos e desenvolver estratégias eficazes de prevenção e intervenção".
"Os fatos mostram cada vez mais claramente que a proteção dos direitos das mulheres, em particular o seu direito à igualdade de participação em todos os níveis, é essencial para consolidar e manter a paz", sublinhou, depois de recordar que "em todos estes conflitos, temos homens no poder e as mulheres excluídas".
Um exemplo é o Afeganistão, onde "quase 20 milhões de mulheres e meninas foram reduzidas ao silêncio e apagadas" da esfera pública.
Ou Mianmar, onde "as mulheres não podem falar abertamente e não têm chance de participar da política", lamentou.
Outro caso flagrante é o da Ucrânia, onde a invasão russa levou milhões de mulheres e crianças a fugir de seu país, "expondo-as a altos riscos de tráfico e exploração de todos os tipos".
No Mali, os golpes de Estado e a ameaça extremista são "cada vez maiores" e isso empobreceu as mulheres e as marginalizou dos processos de tomada de decisão.
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NAÇÕES UNIDAS
Chefe da ONU pede que mulheres participem nos processos de paz
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