A lei vai beneficiar oito milhões de afiliados ao Sistema Privado de Administração de Fundos de Pensões, que poderão sacar até 18.400 soles (4.800 dólares), anunciou o governo.
"Com esta decisão, queremos aliviar a economia de milhares de peruanos, que têm necessidades fundamentais a cobrir em saúde, educação, alimentação; ou têm dívidas e outras obrigações a pagar", disse na noite de sexta-feira o presidente peruano, o esquerdista Pedro Castillo.
Os beneficiários têm 90 dias para pedir o dinheiro, detalha a norma.
Este é o sexto saque de fundos de pensões desde o início da pandemia, em março de 2020. O total retirado chega a cerca de 65,92 bilhões de soles (cerca de 17,817 bilhões de dólares).
O Congresso tinha proposto e aprovado a lei em 4 de maio, promovida por legisladores de esquerda e direita.
Com o novo saque, sairiam das contas dos fundos de pensões outros 30 bilhões de soles (cerca de 8,1 bilhões de dólares), segundo a Associação de Fundos de Pensões, que rejeita o projeto.
"É demagogia pura porque não há razão para fazê-lo. Os níveis de produção e emprego agora são superiores a março de 2020", disse recentemente o porta-voz da Associação da AFP, Joaquín Rey.
Ele advertiu que estas medidas terão um impacto negativo porque "a poupança previsível está no futuro". Além disso, o aumento de liquidez na economia estimulará pressões inflacionárias.
O Peru viveu em abril dias de protestos violentos em repúdio aos aumentos de preços e combustíveis.
A inflação alcança agora números que não eram vistos em mais de duas décadas no país: 1,48% em março e 0,96% em abril. Em 12 meses, supera os 6,82% e parece certo que superará este ano a meta de 3%.
O sistema de fundos de pensões peruano foi copiado do chileno, mas diferentemente do país vizinho, no Peru os saques em dinheiro não provocaram confronto político.
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Peru autoriza novo saque de fundos de pensões pela pandemia
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