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Estado de Minas WASHINGTON

Magnata dos cassinos é processado nos EUA por atuar como agente da China


18/05/2022 10:48

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos iniciou, nesta terça-feira (18), um processo contra o magnata dos cassinos de Las Vegas e de Macau Steve Wynn, para obrigá-lo a se registrar oficialmente como agente do governo chinês.

Wynn, fundador e ex-diretor-executivo do Wynn Resorts, agiu em nome de Pequim em 2017, quando se encontrou com o então presidente Donald Trump e funcionários do governo americano em um esforço da China para obter a custódia do magnata exilado Guo Wengui, informou o departamento.

Guo era procurado na China por fraude financeira, entre outras acusações, mas era íntimo do conselheiro sênior de Trump, Steve Bannon, apoiando os negócios de mídia do mesmo e outras atividades, e havia pedido asilo político nos Estados Unidos.

O Departamento de Justiça informou que Wynn entrou em contato com Trump em junho e agosto de 2017. Jantou com ele para transmitir-lhe o pedido de Pequim de que os Estados Unidos cancelassem o visto de Guo, ou expulsassem-no do país.

"Wynn participou desses esforços a pedido de Sun Lijun, então vice-ministro do Ministério de Segurança Pública da China", citou o Departamento de Justiça.

Naquela época, a empresa de Wynn possuía e operava três cassinos em Macau, meca dos jogos na Ásia.

O Departamento de Justiça alega que Wynn atendeu aos pedidos de Sun "com o desejo de proteger seus interesses comerciais em Macau". Ressaltou ainda que Wynn foi informado de que deveria se registrar como lobista para a China, sob a Lei de Registro de Agentes Estrangeiros, mas se recusou a fazê-lo.

Ao comentar a medida, o Ministério chinês das Relações Exteriores afirmou que Washington estava "exagerando a ameaça da China de forma deliberada".

"Esperamos que os Estados Unidos abandonem a Guerra Fria e a mentalidade de jogo de soma zero, que parem de transformar a China em um problema", disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Wang Wenbin.

Steve Wynn foi recrutado no esforço de lobby em parte por outro rico empresário americano, amigo de Trump e ex-principal arrecadador de fundos republicano, Elliott Broidy, que em 2020 se declarou culpado de violar a Lei de Registro de Agentes Estrangeiros.

Wynn, de 80 anos, foi obrigado a renunciar ao cargo de CEO do Wynn Resorts em 2018, após alegações de má conduta sexual.

Em setembro passado, a Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos ordenou que três empresas de propriedade de Guo pagassem US$ 539 milhões em multas para acabar com as acusações de vendas ilegais de criptomoedas.

WYNN RESORTS


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