De acordo com um comunicado lido na televisão estatal, "um pequeno grupo de oficiais anti-progressistas malineses e oficiais não comissionados tentaram um golpe na noite de 11 para 12 de maio, 2022".
"Estes soldados foram apoiados por um Estado ocidental. A tentativa foi frustrada graças à vigilância e ao profissionalismo das forças de defesa e segurança", acrescentou.
O comunicado deu poucos detalhes sobre o que teria acontecido. Mencionou prisões e disse que os detidos seriam entregues à justiça. Não revelou sua identidade nem paradeiro.
Acrescentou que foram reforçados os controles ao redor da capital Bamako e as fronteiras do Mali.
Uma fonte militar disse sob condição de anonimato que foram realizadas 10 prisões e que havia outras a caminho.
Mali já teve dois golpes militares desde agosto de 2020, quando o exército derrubou o presidente eleito Ibrahim Boubacar Keita.
Além disso, o país da África Ocidental enfrenta desde 2012 uma insurgência jihadista contra grupos afiliados à Al-Qaeda e ao Estado Islâmico, e os confrontos se estenderam aos vizinhos Níger e Burkina Faso.
O governo militar rompeu com seu aliado tradicional França e se aproximou da Rússia em sua batalha contra os jihadistas.
Comprometeu-se inicialmente a devolver o comando aos civis em fevereiro de 2022, mas desde então já estendeu o prazo, o que motivou a imposição de sanções regionais.
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BAMAKO
Junta militar de Mali diz que impediu tentativa de golpe
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