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Estado de Minas LA PAZ

Assembleia estudantil termina com quatro mortos e 70 feridos na Bolívia


09/05/2022 23:35

Uma assembleia universitária terminou nesta segunda-feira com quatro estudantes mortos e mais de 70 feridos na Bolívia, depois que um dos participantes detonou uma bomba de gás lacrimogêneo, causando um tumulto.

"Confirmamos quatro mortos e recebemos informações de que há 70 feridos, cinco em terapia intensiva", informou a procuradora da região andina de Potosí, no sudeste da Bolívia, Roxana Choque.

Após o grave incidente registrado na arena esportiva da Universidade Tomás Frías, a polícia local enviou investigadores. "Foi possível identificar duas pessoas (suspeitas) e realizar a sua prisão", disse o comandante da Força Especial de Luta contra o Crime, coronel Nelson Pacheco.

O comandante explicou que uma delas é um líder estudantil ligado à convocação da assembleia universitária, e outro é apontado como o responsável pelo acionamento do artefato. "O trabalho investigativo continua, assistindo aos vídeos, para apurar a verdade dos fatos", declarou.

- Reunião -

Centenas de estudantes estavam reunidos no ginásio da universidade para eleger seus novos dirigentes, afirmou o reitor Pedro López, que acrescentou que o instituto "está de luto".

Os incidentes aconteceram no meio de um debate acalorado no ginásio esportivo da Universidade Tomás Frías, na cidade de Potosí, quando alguém acionou "uma granada de gás que causou uma debandada geral", explicou o comandante de polícia local, coronel Bernardo Isnado.

A procuradora Choque detalhou que, "por causa da debandada", há pessoas com diversas contusões e fraturas, e que "as mortes ocorreram por asfixia". Segundo os primeiros relatos, havia entre 400 e 500 estudantes no local.

Em meio a divergências entre dois grupos, o artefato de gás lacrimogênio foi acionado, causando pânico e desespero entre os estudantes que tentavam deixar o lugar fechado, explicou o reitor em uma coletiva de imprensa conjunta com o coronel Isnado.

O ministro do Interior, Eduardo del Castillo, citou uma versão segundo a qual "sujeitos lançaram gás lacrimogêneo e agentes químicos no interior da assembleia".

O hospital público da cidade, de 270.000 habitantes, entrou em colapso pela grande quantidade de feridos e pelos familiares desesperados que chegavam em busca de informações sobre a situação dos estudantes.

Imagens difundidas nas redes sociais mostravam dezenas de pessoas na área externa do hospital, esperando informações médicas sobre os estudantes internados.

"Por favor, tenham paciência, o hospital está colapsado, não há lugar, não há lugar", afirmou um médico aos familiares.


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