O ataque foi o sexto nas últimas semanas, marcadas também por confrontos entre manifestantes palestinos e policiais israelenses. A polícia não informou a identidade dos responsáveis, nem as circunstâncias envolvendo a ação, que deixou quatro feridos, segundo a Magen David Adom (Cruz Vermelha de Israel).
O ministro das Relações Exteriores, Yair Lapid, declarou que "a alegria do dia da independência foi interrompida em um instante", ao condenar o "ataque assassino em Elad".
A polícia anunciou que mobilizou helicópteros e bloqueios de estradas, com um grande número de agentes e unidades do Exército que buscam "um ou dois terroristas".
O ministro da Defesa, Benny Gantz, anunciou um bloqueio da Faixa de Gaza e da Cisjordânia ocupada até domingo, para "evitar uma fuga de terroristas" para o território palestino.
A maioria dos habitantes de Elad é membro da comunidade judaica ultraortodoxa, conhecida como os "haredim". Outra cidade majoritariamente povoada por judeus ultraortodoxos, Bnei Brak, também nos arredores de Tel Aviv, foi atacada em março.
O ataque de Elad eleva para 18 o número de mortos em ataques desde 22 de março, alguns cometidos por árabes israelenses, e outros, por palestinos. Em resposta, o Exército israelense realizou várias operações na Cisjordânia ocupada, marcadas por confrontos sangrentos. No total, 27 palestinos e três árabes israelenses morreram, incluindo os autores dos ataques.
Os movimentos islâmicos armados palestinos Hamas e Jihad Islâmica celebraram o que chamaram de "atentado heroico", chamando o mesmo de "reação" à tensão crescente em Jerusalém, mas não reivindicaram a autoria do mesmo.
"Essa operação mostra a ira do nosso povo diante dos ataques da ocupação aos locais sagrados", disse Hazem Qassem, porta-voz do Hamas, movimento islamita que controla a Faixa de Gaza, enclave palestino de 2,3 milhões de habitantes.
Desde meados de abril, confrontos recorrentes entre policiais de Israel e manifestantes palestinos já deixaram cerca de 300 feridos, a maioria palestinos, na Esplanada das Mesquitas, localizada em Jerusalém Oriental, ocupada desde 1967 por Israel.
Para os palestinos, o aniversário da declaração de independência de Israel, em 1948, marca a "Nakba", ou "catástrofe", quando mais de 700.000 palestinos fugiram ou foram expulsos durante a guerra em torno da criação do Estado de Israel.
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JERUSALÉM
Ataque em cidade israelense deixa três mortos
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