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Estado de Minas JENIN

Novo dia de violência em Israel e na Cisjordânia ocupada


12/04/2022 10:27

Novos incidentes violentos foram registrados nesta terça-feira (12) na zona norte da Cisjordânia ocupada, onde aconteceram confrontos entre as forças de segurança israelenses e palestinos, enquanto em Israel um palestino foi morto depois de esfaquear um policial.

Pelo quarto dia consecutivo, o exército do Estado hebreu está mobilizado na cidade palestina de Jenin, cidade de origem de dois palestinos que cometeram atentados recentemente em Israel.

Os confrontos entre os moradores e as forças israelenses aconteceram nas primeiras horas de terça-feira (12), afirmaram moradores à AFP.

Quatro palestinos foram detidos em Jenin e na cidade de Al Yamun, onde os soldados israelenses usaram munição letal, bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo, segundo a agência palestina de notícias Wafa.

O exército de Israel disse, em um comunicado, que foram lançados artefatos explosivos contra suas tropas, que revidaram. No total, 20 pesssoas foram detidas em toda Cisjordânia, indicou.

As operações no norte da Cisjordânia acontecem depois de quatro atentados em Israel desde 22 de março, os dois primeiros executados por árabes israelenses vinculados ao grupo extremista Estado Islâmico (EI) e os dois últimos por palestinos da área de Jenin.

Os ataques provocaram 14 mortes.

Durante o mesmo período, 15 palestinos, incluindo os agressores, morreram em atos de violência, segundo um balanço da AFP.

Nesta terça-feira, um palestino foi morto a tiros depois de esfaquear e ferir levemente um policial israelense na cidade de Ashkelon, na costa sul do país, informaram as forças de segurança.

O grupo Jihad Islâmica parabenizou a resposta às incursões militares de Israel em Jenin e outras cidades.

"Saudamos o nosso povo que se mantém como uma fortaleza inquebrável frente ao terrorismo do inimigo sionista e que frustra seus planos de realizar a invasão ao campo (de refugiados) e à cidade de Jenin e a todas as cidades da Cisjordânia", indicou o movimento armado.

"Durante uma operação em Ashkelon, um policial identificou um suspeito e iniciou um controle de identidade. Mas o homem sacou uma faca e atacou o agente, que rapidamente respondeu abrindo fogo contra ele", afirma um comunicado.

A polícia informou que o agressor era da cidade palestina de Hebron, sul da Cisjordânia, território ocupado pelo exército israelense desde 1967.

No domingo, a polícia israelense matou uma palestina que esfaqueou um agente no centro desta cidade, onde vivem quase mil colonos judeus - ilegalmente, segundo o direito internacional - entre uma população de 200.000 palestinos.

"Não deixaremos que nosso inimigo detenha nossas vidas", disse o primeiro-ministro israelense, Naftali Bennett, na segunda-feira em Tel Aviv, no local do atentado executado quatro dias antes e que provocou a morte de três israelenses.

"Continuaremos vivendo nossas vidas e, ao mesmo tempo, lutaremos onde os inimigos estiverem", completou.

Na segunda (11), o primeiro-ministro palestino, Mohamed Shtayyeh, acusou Israel de atirar para matar.

O secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, "acompanha com profunda preocupação a escalada da violência", afirmou seu porta-voz Stephane Dujarric.

"Está consternado com o elevado e crescente número de vítimas. Pede ao exército israelense que atue com máxima moderação e utilize a força letal apenas como último recurso", completou Dujarric.


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