"Nossa última onda de medidas supõe o fim das importações britânicas de energia russa e mais sanções a empresários, para dizimar a máquina de guerra de (Vladimir) Putin", destaca um comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores e pela chanceler britânica, Liz Truss.
"Com nossos aliados, mostramos à elite russa que não se pode lavar as mãos diante das atrocidades cometidas por ordem de Putin, assegurou Truss.
As novas medidas anunciadas preveem o "completo congelamento dos ativos" do primeiro banco russo Sberbank e o fim das importações de carvão russo.
O governo britânico já havia indicado que queria deixar de comprar petróleo russo esse ano. Garante que tem a intenção de "pôr fim às importações de gás assim que possível".
O novo pacote de sanções tem como alvos "indústrias estratégicas e companhias públicas", proibindo as importações de ferro e aço.
O governo britânico também tem na mira oito empresários cujos ativos no Reino Unido estão congelados e que têm entrada proibida em território britânico.
Trata-se do bilionário Leonid Mikhelson, que dirige o conglomerado de gás Novatek; assim como os diretores da empresa produtora de caminhões Kamaz, Sergey Kogogin; do banco Gazprombank, Andrey Akimov; da petroliífera GazpromNeft, Aleksandr Dyukov; e do gigante do diamante Alrosa, Sergey Ivanov.
Boris Rotenberg, filho de um oligarca de mesmo nome muito próximo a Putin, também está incluso na lista.
Segundo o governo britânico, com estas medidas 82 oligarcas que "pesam" 170 bilhões de libras (218 bilhões de dólares) estão agora sancionados, além de 18 bancos que representam 940 bilhões de libras de ativos.
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LONDRES
Reino Unido impõe novas sanções a bancos e empresas russas de energia
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