Marrocos e Espanha encerraram no dia 18 de março a crise diplomática que se prolongou por quase um ano, após Madri se manifestar publicamente a favor do plano marroquino de autonomia para a ex-colônia espanhola do Saara Ocidental, preterindo o referendo de autodeterminação exigido pela Frente Polisário dos independentistas saaraui.
"Na quinta-feira à tarde, o primeiro-ministro vai viajar ao Marrocos (...) onde vai encontrar o rei do país", anunciou o ministro José Manuel Albares em coletiva de imprensa.
Após a reunião, Sanchéz vai participar, junto ao monarca, de um jantar de "quebra do jejum" do Ramadã, uma deferência que "é um símbolo da amizade muito forte por parte do rei", disse Albares, que vai acompanhar o chefe de Governo espanhol na viagem.
Segundo o ministro, a visita de Sánchez vai se prolongar até sexta-feira.
Deixando para trás a neutralidade, a Espanha anunciou publicamente, no dia 18 de março, que apoia o plano marroquino de autonomia para o Saara Ocidental, como "a base mais séria, realista e crível para a resolução desse litígio".
O líder da Frente Polisário, Brahim Ghali, criticou na segunda-feira a "mudança radical" de Madri e disse que a Espanha "nos abandonou a nossa própria sorte em 1975 e 47 anos voltam repetir o mesmo".
O conflito do Saara Ocidental, território rico em fosfatos e águas que proporcionam pesca abundante, ficou sob controle espanhol até 1975, envolve há décadas o Marrocos e a Frente Polisário, apoiada pela Argélia.
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MADRI
Rei do Marrocos vai receber o primeiro-ministro da Espanha na quinta-feira
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