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Estado de Minas GENEBRA

Família que se jogou na Suíça vivia isolada da sociedade


29/03/2022 15:16

Os cinco membros da família francesa que se jogaram do sétimo andar de sua casa na cidade suíça de Montreux na quinta-feira viviam isolados, informou a polícia nesta terça-feira(29) após uma investigação sobre o caso.

Entre eles, apenas um adolescente de 15 anos sobreviveu, mas está em coma. Os outros, um homem, sua esposa e sua irmã gêmea, além de uma menina de 8 anos, morreram após se jogarem da varanda de casa.

Segundo a polícia, o clã subiu na sacada usando uma pequena escada antes de pular, um por um.

A investigação "exclui a intervenção de um terceiro e sugere que todas as vítimas saltaram da varanda uma após a outra", informou nesta terça-feira a polícia do cantão de Vaud, cinco dias após a tragédia ocorrida em Montreux, às margens do Lago Genebra.

- Sem barulho -

Os investigadores conseguiram reconstruir a cronologia dos eventos. Por volta das 06h15 de quinta-feira, 24 de março, dois policiais bateram na porta da casa devido a um problema com o filho que estudava em casa.

Após baterem na porta, ouviram uma voz que lhes perguntou quem eram e após se identificarem, pararam de ouvir barulhos e foram embora. Segundo os investigadores, por volta das 07h00, "todas as vítimas saltaram da varanda uma após a outra" num período de cinco minutos.

Nenhuma evidência de luta foi encontrada, o que parece apoiar a teoria de que as ações foram deliberadas.

"Antes ou durante os acontecimentos, nenhuma testemunha, incluindo os dois agentes presentes no local desde as 06h15 e transeuntes que se encontravam em frente ao edifício, ouviram o menor ruído ou gritos vindos do chão ou da varanda", disse a polícia em um comunicado.

- Estoque de alimentos -

As investigações também não revelaram nenhuma evidência que pudesse explicar o ato, mas a polícia, no entanto, ressaltou que "desde o início da pandemia, a família estava muito interessada em teorias da conspiração e da sobrevivência".

Viviam praticamente em autossuficiência, isolados da sociedade e, segundo as forças armadas, tinham acumulado uma impressionante reserva de alimentos que ocupava a maior parte dos cômodos do andar.

Apenas a irmã gêmea da mãe trabalhava fora de casa, segundo os investigadores. Nem a mãe nem a menina foram registradas diante das autoridades e a menina não frequentava a escola.

"Todos esses elementos sugerem que os membros dessa família temiam a interferência das autoridades em suas vidas", concluiu a polícia em comunicado.

Tanto o pai quanto as irmãs gêmeas frequentaram escolas de prestígio na França, segundo o semanário francês Journal du Dimanche.


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