"Bom dia com ótima notícia. O Presidente recebeu alta e está super-bem", escreveu Fábio Faria em sua conta no Twitter.
Logo após deixar o hospital, o presidente estava de bom humor nesta terça-feira em vídeos postados nas redes sociais, manteve sua agenda oficial com uma viagem a outro estado e disse estar "pronto para o combate".
Bolsonaro divulgou um vídeo ao lado da ministra da Agricultura, Tereza Cristina, em que, em tom de brincadeira, anuncia sua ida a Ponta Porã, município do estado de Mato Grosso do Sul (sul) e omite sua internação.
"O presidente está zerado aqui", garantiu Faria, em outro vídeo publicado pouco antes.
Após a alta, Bolsonaro viajou para Ponta Porã acompanhado de Faria e do ministro da Agricultura para entregar títulos de propriedade e anunciar a instalação de conexão 5G.
- Sequelas do ataque -
O presidente, de 67 anos, havia sido hospitalizado na segunda-feira para passar por exames médicos, segundo o deputado federal Marcos Pereira durante uma cerimônia na noite de segunda-feira na qual o presidente era esperado e não pôde comparecer.
Até o momento, o Palácio do Planalto não divulgou nenhum boletim médico. A secretaria de comunicação presidencial não respondeu a vários pedidos de informação da AFP sobre a saúde do presidente.
Flavio Bolsonaro, filho do presidente e senador, disse na segunda-feira que as "consequências da tentativa de homicídio" continuam trazendo transtornos à saúde do pai.
Bolsonaro sofreu diversas complicações como consequência da facada que recebeu em 2018, quando foi atacado no meio da multidão durante um ato de campanha nas ruas em Minas Gerais.
O presidente foi hospitalizado na segunda-feira para a realização de exames médicos, segundo o deputado federal Marcos Pereira, durante uma cerimônia na noite de segunda, na qual o mandatário era esperado e não pôde comparecer.
Devido ao atentado, em 2018, o governante passou por, ao menos, quatro cirurgias, entre elas a colocação e posterior retirada de uma bolsa de colostomia, que o tornou mais suscetível a problemas intestinais.
A Secretaria de Comunicação da Presidência não respondeu a diversos pedidos de informação da AFP sobre a saúde do presidente.
Em janeiro, Bolsonaro ficou internado por dois dias, em São Paulo, por uma obstrução intestinal. Nesse momento, a equipe médica que acompanha o presidente desde 2018 disse que o problema havia sido causado por um camarão mal mastigado e descartou a realização de uma nova cirurgia.
O presidente aspira à reeleição em outubro, nas quais provavelmente enfrentará o ex-presidente de esquerda Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010).
Segundo levantamento divulgado na semana passada pela consultoria Datafolha, Bolsonaro perderia as eleições no segundo turno com 34% dos votos, ante 55% de Lula.
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BRASÍLIA
Bolsonaro recebe alta após passar a noite hospitalizado por causa de um mal-estar
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