"Submetido às regras da democracia, não fugirei das minhas responsabilidades", declarou Castillo ao iniciar sua defesa no plenário contra as acusações de suposta corrupção em seu entorno e a falta de direção do governo, iniciado há oito meses.
A sessão do Parlamento, que conta com a presença de meia dúzia de ministros e uma delegação da OEA, começou pouco depois das 15h00 do horário local (17h00 de Brasília). Após Castillo, será a vez de seu advogado José Félix Palomino, tomar a palavra.
"A moção de vacância se deve à incapacidade moral permanente, mas não contém um único elemento que a sustente validamente, é uma compilação de versões de um setor da imprensa", acrescentou Castillo, que vestia um tradicional terno cinza andino e usava a faixa presidencial vermelha e branca no peito.
A moção será votada ainda nesta segunda-feira após um debate que deve demorar pelo menos quatro horas. Em dezembro, o Congresso rejeitou um primeiro pedido de impeachment contra Castillo.
O desenrolar do julgamento é uma incógnita, já que a oposição carece dos 87 votos necessários exigidos pela Constituição para destituir um presidente. Dos 130 legisladores, a oposição soma cerca de 80, enquanto a situação, formada pelo partido marxista Peru Livre e grupos aliados, conta com cerca de 50.
Se Castillo for destituído, ele será substituído pela vice-presidente, Dina Boluarte. Caso ela não aceite, o cargo será da presidente do Congresso, a opositora María del Carmen Alva.
IPSOS
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Congresso do Peru inicia debate de pedido de impeachment de Castillo
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