"A festa do proletariado mundial terá como palco renovado os desfiles, comícios e atos combativos nas praças e cidades de toda Cuba" e "em cada uma delas exigiremos o fim do bloqueio intensificado e genocida (...) imposto a Cuba pelo governo dos Estados Unidos", disse a Central de Trabalhadores de Cuba (CTC) em sua convocação, divulgada nesta segunda-feira(21) pela mídia local.
Cuba, que vive sua pior crise econômica em 27 anos, arrastada pela queda do turismo durante a pandemia e pelo aperto do embargo dos Estados Unidos, em vigor desde 1962, suspendeu esses grandes eventos em 2020 e 2021, limitando-os a pequenos atos em locais de trabalho ou eventos virtuais.
As autoridades cubanas garantem que o país conseguiu controlar a pandemia com a campanha de imunização que desenvolve com suas três vacinas próprias.
Até o momento, 89,4% dos 11,2 milhões de cubanos têm seu esquema completo de vacinação de três doses. No entanto, são constantes os apelos das autoridades à população, inclusive do presidente Díaz-Canel, para não confiar nos resultados alcançados.
Dos 1.082.201 cubanos infectados, 8.507 morreram até o momento e o domingo registrou apenas 729 novas infecções e um morto, segundo o Ministério da Saúde.
No Twitter, Díaz-Canel celebrou o chamado à mobilização.
"Voltaremos a ocupar os lugares para celebrar o Dia do Trabalhador no próximo 1º de Maio. O CTC chamou (...) e todos nós vamos torná-lo possível e transcendente, a partir da resistência criativa", disse.
Na convocatória, o CTC destacou que "a celebração será caracterizada pela participação de grupos trabalhistas em prol da produção de alimentos, da colheita do açúcar, programas de investimento e transformação em bairros e comunidades", em "uma batalha pela eficiência econômica".
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